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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

NOVA COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES TERÁ DESAFIOS NO ITAMARATY E NO MERCOSUL




Os futuros integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) vão lidar, a partir das próximas semanas, com temas de grande urgência, como a crise financeira no Itamaraty e a piora das relações no Mercosul. Tanto o custeio e o pagamento de serviços em embaixadas e consulados brasileiros quanto a queda no volume de comércio dentro do bloco econômico preocupam senadores ouvidos pela Agência Senado.

Em discurso na segunda-feira (9), o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da CRE até janeiro passado, disse ter novas expectativas com a mudança no comando do Itamaraty, assumido pelo embaixador Mauro Vieira.

— Como na economia, as mudanças precisam vir dentro do espírito de que é necessário mexer, sim, em time que está perdendo. Essa é a nossa modesta e humilde esperança no momento com relação ao Itamaraty e à nossa política externa — afirmou o senador.

Ferraço traçou um painel da situação das embaixadas brasileiras na África. Segundo o senador, o déficit comercial do Brasil com 54 países africanos triplicou entre 2010 e 2013. De acordo com o Jornal da Globo, a embaixada brasileira em Nairobi, capital do Quênia, teve as linhas telefônicas cortadas no último dia 22 de janeiro por falta de pagamento.

Mas a falta de dinheiro não se restringe às representações do Brasil na África. Há dificuldades em países como Japão, Portugal, Canadá e Estados Unidos.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), que gostaria de ser membro titular na próxima composição da CRE, cobra uma solução para o problema desde meados do ano passado, até em função das necessidades pelas quais estão passando os servidores de representações diplomáticas.
— É uma situação muito séria: pagamentos atrasados, compromissos pessoais assumidos e esse contingenciamento numa área sensível como o Itamaraty. Porque não é aqui no Brasil, é fora. Então fica mal também o Brasil — disse a senadora.
Para Ana Amélia, o governo, ao apoiar as medidas de corte no contingenciamento orçamentário, deve estabelecer limites — uma postura que deve ser cobrada do governo pela CRE.

—- Nós vamos, na comissão, nos encarregar de cobrar isso do próximo presidente, para que se envolva na solução desses problemas — prometeu a parlamentar pelo PP.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) vê a crise no Itamaraty como resultado de má gestão por parte da presidente da República. Segundo ele, Dilma Rousseff diminuiu a presença internacional do Brasil que Lula e Celso Amorim tinham conseguido fortalecer.
— Falta de recursos para as embaixadas; demora em substituir embaixadores; demora da presidenta em receber embaixadores estrangeiros para a apresentação de credenciais; falta de uma linha clara de relacionamento do Brasil com as diversas nações do mundo, inclusive com aquelas que o Lula fez um esforço, que foram as da África e da América Latina — citou o senador como problemas da atual política externa.
Cristovam lamentou a situação, até por acreditar que as relações exteriores não exigem tanto orçamento.

— Educação, se você não colocar R$ 10 ou R$ 20 bilhões, você não dá salto. Nas relações exteriores, se você colocar R$ 100 ou R$ 200 milhões, você dá um salto considerável na presença do Brasil. E eu espero que nos próximos meses haja uma mudança nisso — afirmou.

Mercosul
Os três senadores alertam ainda para a situação crítica do Mercosul. Segundo Ferraço, o projeto de mercado comum do bloco está longe de ser atingido, representando, hoje, menos de 9% do comércio brasileiro. Os senadores criticaram a postura protecionista da Argentina e o acordo que o país vizinho fez recentemente com a China para a entrada de produtos manufaturados.

— Com efeito, os acordos assinados com a China terminaram por escancarar o mercado argentino para as manufaturas chinesas, mais competitivas que as brasileiras — afirmou Ferraço em seu discurso na segunda-feira (9)
Segundo o senador, o Brasil é uma das economias mais fechadas do mundo e precisa participar mais do comércio internacional, caso contrário, o Mercosul corre o risco de acabar.

— O Mercosul, que já chegou a representar aproximadamente 20% das nossas exportações, em 2014, viu esse número reduzir para 9%. Se nada for feito, estamos decretando morte ao Mercosul — alertou Ferraço, em aparte à senadora Ana Amélia na terça-feira (10).

A parlamentar pelo Rio Grande do Sul também lastimou a atitude da Argentina e a situação atual do Mercosul. Para ela, o bloco “estava na UTI”; agora, “tiraram os aparelhos e ele morreu de vez”.
— Essa morte foi determinada, no meu modesto ponto de vista, por um acordo feito pelo governo Cristina Kirchner com a China, acordo altamente lesivo ao comércio Brasil–Argentina e dentro do bloco do Mercosul — afirmou a senadora no discurso de terça-feira (10).

Em entrevista à Agência Senado, Cristovam Buarque disse duvidar do fim do Mercosul, em face dos fundamentos políticos e econômicos para a sua existência. Na opinião do senador, que já presidiu a CRE, o Mercosul entrou em crise por causa da realidade econômica da Argentina e do  Brasil e porque as presidentas dos dois países não possuem motivação ou vocação para assuntos internacionais.
— Sem esses dois países, o Mercosul fica insignificante — avaliou o Senador.
De acordo com Cristovam, que pretende continuar na CRE este ano, a comissão é um lugar muito importante para se debater o futuro do Brasil, mas é preciso sempre ter em conta a realidade global.

— Acabou o tempo em que o futuro do país se decidia internamente. Agora, ele é resultado de decisões planetárias — advertiu.

O senador deu como exemplo o movimento Parlamentares sem Fronteiras, criado por ele, em parceria com o indiano Kailash Satyarthi, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2014. Segundo Cristovam, a primeira reunião do movimento será no dia 27 de março, em Kathmandu, no Nepal, e o tema a ser discutido será Direitos das Crianças. Cristovam deu o crédito dessa ideia ao trabalho desenvolvido na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.


Fonte: Agência Senado (Retirado de Folha Vitória

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Acho muito interessante a notícia, pois nos mostra algumas críticas à recente atuação internacional do Brasil. Muitos criticam o governo Dilma por ter enfraquecido as relações que forma fortalecidas de maneira "ímpar" no governo Lula, principalmente pelas expectativas que se tinha de continuidade.
Entretanto, é preciso lembrar que esse discurso é de cada Senador, e não reflete a posição do Itamaraty ou do Governo (mesmo do Senado) como um todo. Falar em fim do MERCOSUL, por exemplo, é algo que oficialmente não ocorre. Então, não se deve fazer isso na prova!
Também é preciso saber que na prova (como em qualquer prova ou até seleção para empresas), você não vai falar mal do governo/da instituição. Sempre há coisas negativas para analisarmos, mas, ao abordarmos isso em uma questão (se formos fazer, principalmente fatos atuais) devemos ponderar MUITO.
Em suma: a notícia é informativa, mas não acho que pode acrescentar muito (além do fato de sabermos da necessidade de fortalecer o Mercosul...).

Abraços e fighting!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

*Por favor, respondam a nova enquete, é muito importante para eu saber como melhorar o blog. Obrigada!*
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O G4 é um grupo formado por Brasil, Japão, Alemanha e Índia, que visa reformar o Conselho de Segurança da ONU, criando mais assentos permanentes e ampliando o número de membros rotativos. Entre os principais argumentos estão a obsolescência do atual sistema e a não representatividade da atual realidade do mundo. O G4 não é o único grupo com esse escopo. Podem ser citados, ainda, o grupo "Unidos pelo Consenso", formado por Itália, Coreia do Sul, México, Paquistão e Espanha, e o "Grupo Africano", que reflete as ideias da UA. Os países do G4 defendem a candidatura mútua como membros permanentes do Conselho de Segurança.


Podiam aceitar cães no CS da ONU, também, rsrs...
Apesar de não haver país africano no G4, o grupo defende a inserção de países desse continente no Conselho de Segurança,  porquanto busca refletir a diversidade de atores do cenário atual. 

De acordo com a Professora Teresa Botelho, da Universidade de Lisboa:
O corrente processo de discussão intergovernamental sobre projetos de reforma do csnu corresponde à segunda iniciativa de aprofundar a sua representatividade e efetividade, refletindo quer o alargamento de número de estados-membros (de 51 em 1945 aos presentes 192), quer a crescente insatisfação perante o desequilíbrio entre a sua composição e a presente distribuição de poder na comunidade internacional. a história da tentativa de alteração substantiva da Carta das Nações unidas, ao abrigo do artigo 109.º, tem sido pouco encorajadora para os vários proponentes. a única reforma da composição do Conselho de Segurança ocorreu em 1965, depois de dois terços dos estados-membros (incluindo os cinco membros permanentes) ratificarem a resolução 1990 de 1963, que propunha o alargamento do Conselho de Segurança de 11 para 15 membros, alterava a maioria de sete para nove votos e deixava intacto o direito de veto.

O atual processo, desencadeado em 2005 por proposta do então secretário-geral Kofi annan, retoma o apelo de 1995, do secretário-geral Boutros Boutros-Ghali, para uma «reestruturação da composição do Conselho de Segurança» e revisão dos seus «procedimentos anacrónicos» que levam a que «questões de poder se sobreponham a questões de justiça». este apelo resultava da pressão de países como o Japão e a alemanha (respetivamente, os segundo e terceiro maiores contribuintes para a onu), para a sua inclusão como membros permanentes. a estes se viriam a juntar o Brasil e a Índia (que tinham do seu lado argumentos territoriais e demográficos) formando assim o mais influente dos grupos de estados-membros que passará a ser designado como  G4.

A este grupo de pressão se juntarão outras duas alianças de estados, a saber, o grupo «unidos pelo Consenso», fundado em 1995 pela itália, Paquistão, México e egito, a que se juntarão outras nações, mais interessado no alargamento dos membros não permanentes e em parte motivados por rivalidades regionais com membros do G4, bem como o «Grupo africano» que exigia dois assentos permanentes no Conselho de Segurança."

(trecho copiado do artigo "Os limites do multilateralismo da Administração Obama. A reforma do Conselho de Segurança", da referida professora, que pode ser acessado em: http://www.scielo.oces.mctes.pt/scielo.php?pid=S1645-91992012000200001&script=sci_arttext. Acesso no dia 10/10/2013).

Feitas essas considerações, é importante atentar para recente Reunião Ministerial do G4, no contexto da 68a reunião da AG da ONU. O texto é retirado do site do Itamaraty (na íntegra):

Nota nº 341
Reunião Ministerial do G4 (Brasil, Alemanha, Índia e Japão) à margem da 68ª Assembleia Geral das Nações Unidas - Comunicado Conjunto - Nova York, 26 de setembro 2013
1.       O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, o Ministro Federal para os Negócios estrangeiros da Alemanha, o Ministro das Relações Exteriores da Índia e o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão encontraram-se em Nova York, em 26 de setembro de 2013, à margem da abertura da 68ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, para trocar impressões sobre a reforma do Conselho de Segurança.
2.       Os Ministros sublinharam que, quase 70 anos após a criação das Nações Unidas, a reforma do Conselho de Segurança é um processo que se prolonga muito além do necessário. Concordaram que as dificuldades do Conselho de Segurança para lidar com os desafios internacionais, inclusive os atuais, têm salientado ainda mais a necessidade de reforma do órgão, para melhor refletir as realidades geopolíticas do século 21 e tornar o Conselho mais representativo, eficiente e transparente, de modo a aumentar sua eficácia e a legitimidade e a implementação de suas decisões. Os Ministros recordaram que há quase 10 anos, no Documento Final da Cúpula Mundial de 2005, os líderes internacionais se comprometeram com uma reforma de urgente do Conselho de Segurança. Os Ministros ressaltaram a necessidade de intensificar os esforços para, até 2015, traduzir o acordo existente em resultados concretos.
3.       Recordando os comunicados conjuntos anteriores do G-4, os Ministros reiteraram sua visão comum de um Conselho de Segurança reformado, que leve em consideração as contribuições dos países à manutenção da paz e da segurança internacionais e aos outros propósitos da organização, assim como a necessidade de maior representação dos países em desenvolvimento em ambas as categorias, a fim de melhor refletir as realidades geopolíticas atuais. Os países do G-4 reiteraram seus compromissos como aspirantes a novos assentos permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, assim como seu apoio às suas respectivas candidaturas. Reafirmaram também sua visão da importância de que países em desenvolvimento, em particular da África, estejam representados nas categorias de membros permanentes e não-permanentes em um Conselho ampliado. Nesse contexto, os Ministros salientaram a importância de reforçar o diálogo sobre reforma do Conselho de Segurança com os países africanos e elogiaram a iniciativa do Governo do Japão de organizar, em junho passado, a primeira Cúpula Japão-África sobre Reforma do Conselho de Segurança. Ademais, os Ministros tomaram nota com satisfação da decisão dos Chefes de Estado e Governo da CARICOM, em fevereiro de 2013, de clamar por "maior urgência para alcançar uma reforma duradoura do Conselho de Segurança" e da iniciativa do bloco de revigorar o processo de negociações intergovernamentais.
4.       Os Ministros reconheceram a necessidade de maior envolvimento da sociedade civil, da imprensa e do meio acadêmico nas discussões sobre a reforma do Conselho de Segurança e, nesse contexto, saudaram a iniciativa brasileira de organizar um seminário, em abril deste ano, para ampliar o debate sobre a urgência e a inevitabilidade da reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
5.       Os Ministros também discutiram o resultado da nona rodada de negociações intergovernamentais sobre reforma do Conselho de Segurança. Nesse contexto, os Ministros enfatizaram o importante papel que o Facilitador das Negociações Intergovernamentais,Embaixador Zahir Tanin, tem desempenhado nas negociações, conforme claramente refletido em sua carta de 25 de julho de 2012 ao Presidente da Assembleia Geral, e saudaram, mais uma vez, as recomendações nela contidas. Nesse contexto, os Ministros reiteraram que, dado o apoiomajoritário dos Estados membros a uma expansão do Conselho de Segurança nas duas categorias de membros, permanentes e não-permanentes, esse deveria ser um parâmetro crucial no processo de negociação. Defenderam a elaboração de um texto negociador conciso como base para as futuras negociações, em linha com as recomendações do Facilitador.
6.       Os Ministros saudaram a decisão da Assembleia Geral de dar sequência imediata ao processo de negociações intergovernamentais no plenário informal da 68ª Sessão, tomando por base os progressos alcançados e as recomendações feitas pelo Facilitador. Os Ministros sublinharam a necessidade de se chegar a um resultado concreto na 68ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas e, nesse contexto, expressaram seu compromisso de continuar trabalhando em estreita cooperação e com espírito de flexibilidade com outros Estados membros e grupos de Estados membros, em particular da África, por meio de negociações genuínas em torno de um texto-base.
7.       Os Ministros expressaram gratidão pelos esforços realizados pelo Presidente da 67ª Assembleia Geral, Vuk Jeremic, e pelo Facilitador das Negociações Intergovernamentais, Embaixador Zahir Tanin. Manifestaram a sua expectativa de trabalhar estreitamente com John Ashe, Presidente da 68ª Assembleia Geral, e com o Facilitador das Negociações Intergovernamentais, a fim de que se concretize a urgentemente necessária reforma do Conselho de Segurança.
Luiz Alberto Figueiredo Machado
Ministro das Relações Exteriores do Brasil 
Guido Westerwelle
Ministro Federal para os Negócios Estrangeiros da Alemanha
Salman Khurshid
Ministro das Relações Exteriores da Índia
Fumio Kishida
Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão

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Abraços e bons estudos! Fighting!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O Blog Diplomacia Pública é mantido pelo Itamaraty, e traz textos muito interessantes sobre temas variados a respeito das ações da diplomacia brasileira. Os textos não são apenas de assuntos recentes, mas também de fatos históricos, relações bilaterais ou em diversas esferas que interessem as relações do Brasil com outras nações e organismos internacionais. 


O blog é constantemente atualizado, mas não com uma frequência que nos impeça de acompanhá-lo; é bem possível ler o que é publicado e resumir ou esquematizar. Também possui espaço para comentários, os quais são respondidos. É um conteúdo que vale a pena ser acompanhado pelos candidatos do CACD (na minha opinião), porque traz resumos importantes sobre assuntos que podem ser cobrados nas provas, tanto na segunda, quanto na terceira fase. 

E a quantidade de informações relevantes compiladas pode ser uma grande ajuda, nos poupando do desespero e trabalho interminável diante de todo o conteúdo cobrado no edital, que nos deixa perdidos! Já deixei ao link junto aos demais com conteúdo importante para estudos. Aconselho a todos que coloquem em seus favoritos!

*Gostaria de fazer um pedido a quem acessa o blog. Coloquei uma nova enquete no mesmo lugar da anterior. Sei que é chatinho, mas é a maneira mais fácil de me comunicar com os leitores. Tive a ideia de (tentar) atualizar o blog todos os dias, ao menos com notícias de meios diversos que eu acho que podem ser interessantes. Gostaria de saber se as pessoas se interessam por isso (tentaria "resumir" as notícias, ao menos), ou se achariam ruim se eu colocasse notícias aqui (sem analisá-las). Se puderem votar, ficarei grata :)!

Abraços e bons estudos! Fighting!

domingo, 1 de setembro de 2013

Sempre me perguntei como estudar para PI, dado que ocorre tanta, mas taaaanta coisa no mundo que é impossível ler todos os jornais e gravar os dados. Até que luzes abençoadas me disseram que devemos é ler o site do Itamaraty. Eu sempre lia o site quando fazia estágio, mas esse ano quase não acompanhei (ai que burra!). Sério, é algo básico, todo mundo sabe que é importante. Mas, como o site do Itamaraty é muito técnico e não mostra tanto as discussões do exterior (mais as do âmbito interno, é claro), creio que muitos fazem igual a mim e o relegam a segundo plano, dando prioridade a Foreign Affairs e ao Le Monde Diplomatique para saber da crise no Oriente Médio ou dos conflitos nas fronteiras dos Estados Unidos. Acabamos achando - ingenuamente - que o que devemos saber é o que está na mídia. Principalmente quem estuda por conta, acaba por não ter esse "click" muito importante.
E esquecemos do básico - saber o que acontece com minúcias no Brasil! Afinal, a tendência da prova é essa.

Ululado é o prolongamento do uivo dos cães :)
Não digo que não devemos ler os outros periódicos. Mas tente usar como um exercício para estudar inglês/francês/espanhol. Leia algumas notícias curtas diárias (porque das longas pouco se lembra e também não se aprende muito da estrutura), tente aprender umas 5 palavras com cada, cuide a estrutura gramatical: colocação de pronomes (em espanhol é muito importante), ordem direta/indireta das frases, etc. Ou seja: una o útil ao agradável. Além de tudo, esse tipo de conteúdo é mais propício de cair em geografia ou história do que propriamente em PI (em que se pede muito da política externa brasileira).

Assim, terei que correr atrás do prejuízo e fazer um "revival" de tudo o que aconteceu, rsrs...

Mas fica a dica, para estudar atualidades para PI, leia e anote as notas que saem no site do Itamaraty. Até porque nos jornais saem opiniões diversas, muitas vezes "atacando" o governo, o que você obviamente não se atreverá a fazer em uma prova.... para concorrer a um cargo público!

Portanto, acho que o mais adequado para falar sobre a "troca de Chanceleres" é ler os discursos do site. A gente sabe do imbróglio que causou isso, mas também não há como tirar conclusões; o governo ainda está estudando seus passos. O que nos resta fazer é observar, nos informar (de maneira não apaixonada, através dos periódicos com posicionamentos e críticas fortes, muito menos pelos comentários da televisão), e estudar o que é possível: asilo é direito humano? Há a obrigação em conceder salvo-conduto, e o que obriga a isso?

Saída de Patriota e o novo Chanceler, Figueiredo.
De qualquer maneira, se você não acompanhou muito e quiser ter uma ideia geral de toda a situação, no G1 saiu comentários de ex-diplomatas sobre o Patriota - muitos já diziam que ele iria sair ou não continuar no caso de uma possível reeleição da Dilma (ao contrário de Amorim, que ficou). Leia aqui . No Terra saiu um pequeno panorama sobre o novo Chanceler, Luiz Alberto Figueiredo Machado aqui.


Abaixo,  o discurso do Embaixador Patriota. Um exercício interessante àqueles que não tem como estudar inglês em cursinho, ou moram longe dos grandes centros, ou então, querem treinar mais ainda, é traduzir o texto e comparar com o site (sempre vem abaixo do original em pt). Depois, estudar a estrutura, os erros, etc. 

Nota nº 299

Discurso do Embaixador Antonio de Aguiar Patriota na cerimônia de posse do Ministro de Estado das Relações Exteriores

Palácio do Planalto, 28 de agosto de 2013
Não há honra maior para um diplomata de carreira do que servir como Chanceler da República. Serei eternamente grato a Vossa Excelência pela oportunidade que me foi oferecida de trabalhar pelo Brasil em um momento em que nosso extraordinário País desponta como um dos principais atores do século XXI. 



De Vossa Excelência, tive a satisfação de sempre receber orientações precisas e equilibradas, que ao longo de minha gestão à frente do Itamaraty inspiraram nossa diplomacia a aprimorar-se e a elevar a qualidade de sua atuação na formulação e implementação da política externa brasileira. 

Agradeço igualmente a Vossa Excelência pela nova oportunidade que me oferece ao indicar-me para chefiar a Missão do Brasil junto às Nações Unidas. Trata-se de área que me remete à origem de minha carreira diplomática, quando comecei como jovem terceiro-secretário na Divisão das Nações Unidas. 

Para substituir-me nas funções de Ministro das Relações Exteriores, não poderia haver melhor escolha do que o Embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, amigo e colega desde que dividimos a mesma sala em 1981. 

O Embaixador Figueiredo exibe um dos currículos de realizações mais expressivos entre os diplomatas de nossa geração, particularmente em área em que o Brasil exerce liderança inquestionável no plano internacional, nos temas ambientais, climáticos e de desenvolvimento sustentável. 

Talvez mais simples seja dizer que Luiz Alberto Figueiredo é o diplomata que produziu "O Futuro que Queremos" na Conferência Rio+20. 

Nesta oportunidade, não posso deixar de manifestar meu mais profundo agradecimento à cooperação que recebi em minha gestão por parte dos demais Ministros de Estado. 

O Itamaraty, pela natureza de suas atividades, exerce suas funções em estreita coordenação com os demais Ministérios e órgãos de Governo, sempre com o objetivo compartilhado de buscar a eficiência governamental na defesa dos interesses nacionais. 

Senhora Presidenta, 

Vossa Excelência está construindo um País capaz de erradicar a pobreza extrema, de distribuir a riqueza de forma inclusiva, de crescer de forma sustentada e desenvolver-se na sustentabilidade, em um ambiente de democracia, pluralidade e respeito aos direitos humanos, com atenção à voz das ruas. 

O Brasil é um País que reflete em sua política externa os mesmos valores e as mesmas prioridades que o mobilizam no plano doméstico. 

A política externa do Governo de Vossa Excelência foi construída sobre as bases sólidas herdadas do período 2003-2010. A plataforma de inserção do Brasil, forjada na última década, consolidou-se e atualizou-se em seu Governo. 

O aprofundamento da integração regional se tem feito acompanhar da ampliação e da dinamização das relações com um número cada vez maior de parceiros em matéria de comércio, investimentos, ciência, tecnologia e inovação. A contribuição ativa aos grandes debates políticos e conceituais tem sido acompanhada pelo alcance verdadeiramente universal da diplomacia brasileira. 

De janeiro de 2011 a julho de 2013, Vossa Excelência realizou 37 viagens ao exterior. No mesmo período, o Brasil recebeu 48 visitas de Chefes de Estado e de Governo estrangeiros. Como Ministro das Relações Exteriores, até julho de 2013, participei de mais de 180 atividades no exterior, entre visitas bilaterais, eventos multilaterais e acompanhamento de Vossa Excelência. Durante os dois últimos anos e meio, o Brasil foi visitado por Chanceleres estrangeiros em 91 ocasiões. 

São números contundentes que expressam o novo padrão da inserção internacional do Brasil. E reflexo desse padrão é também o fato de termos conquistado importantes posições internacionais em entidades como a Organização Mundial do Comércio e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. 
Nesse contexto, permito-me expressar minha especial satisfação com o fato de que, durante minha gestão, o Brasil venceu todas as eleições para postos internacionais que disputou. 

Senhora Presidenta, 

O aperfeiçoamento da ação da democracia brasileira envolve uma abertura crescente do Governo à contribuição da sociedade civil. Nesse espírito, o Itamaraty vem adotando iniciativas específicas que apontam na direção de uma diplomacia mais aberta à interação com a sociedade. O Ministério das Relações Exteriores quer sistematizar essa interação de maneira permanente e institucional. 

Durante minha gestão à frente do Ministério das Relações Exteriores, compareci regularmente a audiências públicas nas Comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara e do Senado Federal. Essas ocasiões me permitiram apresentar fatos e compartilhar análises sobre as esferas de atuação do Itamaraty.


Em meus contatos com o Parlamento e a sociedade civil, pautei-me sempre pelo compromisso com a transparência. Nenhum assunto foi evitado, por mais sensível que fosse, inclusive aqueles relativos à situação do Senador boliviano Roger Pinto Molina. 


O Governo brasileiro ofereceu proteção ao Senador Roger Pinto em estrito cumprimento a suas obrigações estabelecidas na Convenção de Caracas sobre Asilo Diplomático. Durante o período em que o Senador esteve asilado na Embaixada do Brasil em La Paz, o Governo brasileiro agiu sempre no respeito à soberania boliviana, sem deixar de buscar – por intermédio de mecanismo específico que se reuniu diversas vezes ao longo dos últimos 5 meses – solução negociada e juridicamente sólida que garantisse o trânsito seguro do Senador para o território brasileiro. 

A atuação independente de servidor em La Paz, em assunto de grande sensibilidade e sem instruções, representa conduta que não pode voltar a ocorrer. Por força de nosso trabalho, a diplomacia brasileira conquistou respeitabilidade e credibilidade. Estou certo de que continuará assim. 

Aos servidores do Itamaraty, no Brasil e no exterior, que pautam sua atuação por elevado grau de responsabilidade e ética profissional, desejo dirigir, por intermédio do Senhor Secretário-Geral, o Embaixador Eduardo dos Santos, os meus mais profundos agradecimentos. A eles presto minhas homenagens neste momento. 

Quero fazer, por fim, uma referência aos jovens brasileiros que veem na diplomacia uma opção profissional de valor. E, ontem mesmo, eu recebi um e-mail que muito me comoveu de um estudante de 15 anos que dizia que seu maior sonho é servir o Brasil no exterior. A todos vocês, quero transmitir meu entusiasmo para que se associem ao nosso trabalho, unidos pela confiança que nutrimos na grandeza desta Pátria e na capacidade renovada do Brasil de viver a paz e a prosperidade e privilegiar o diálogo entre as nações. 

Muito obrigado.

*grifei

domingo, 23 de junho de 2013

Acho que todo mundo que está se preparando para o concurso já sabe que saiu o edital. Foi nesta semana, agora não me lembro o dia, rsrs...
Nem sempre posso postar aqui. Igual a todo mundo, tenho épocas atribuladas. Sugiro, então, que sempre acompanhem os outros blogs (na esquerda), porque sempre terá alguma atualização em um deles.


Pois bem, até aonde sei, não tem nenhuma inovação no edital, em termos de conteúdo. A maior (e pior) é o "corte" de 100 vagas, ao invés de 200, mas isso provavelmente pelo tempo que urge. Serão 30 vagas, o que segue a tendência de poucas vagas que vem de uns 3 ou 4 anos para cá.

O que isso pode mudar? Talvez a nota de "corte" aumente, mas nem tanto, afinal, muitos ficam com notas similares. Claro que para um CACD 1 ou 2 pontos pode ser algo difícil...então é bom cuidar na revisão.

Ah, o salário aumentou (eeeba!)... a data para a prova de primeira fase é 18 de agosto (domingo). As inscrições são de 25/06 a 09/07.

O edital está aqui

Sobre as manifestações recentes, não acho que seja pertinente ao blog comentar, acho muito difícil cobrarem isso em alguma prova. Mas gostaria de dizer apenas que ficamos horrorizados com a destruição do Itamaraty, totalmente sem sentido e sem motivo, e aparentemente ninguém tentando impedir, afora a polícia. E ainda mais com o pessoal agredindo e concordando com as agressões no Facebook do MRE, desmerecendo os diplomatas e nosso Primeiro Ministro. Os servidores fizeram um abraço simbólico ao prédio do MRE (o qual foi alvo de desdém).

Ataque ao Palácio
Abraço simbólico


Quanto as dicas que vou dar, são dicas para a prova de inglês, que há tempos anunciei mas não consegui cumprir.
A prova de inglês é a segunda com maior peso no TPS e também é umas das provas da 3a fase. É importante saber escrever bem. E saber um vocabulário formal e diversificado (até porque no TPS sempre tem uma questão sobre "que palavra é essa?"). Não é preciso muito floreio na parte escrita (que é composta de um resumo, uma tradução, uma versão e uma redação). Acho que a mais difícil é a prova de redação, pois se você tem 20 erros, você zera e são 50 pontos (se não me engano) perdidos :O!

Então, é ideal saber bem o vocabulário aplicado, pontuação, uso de artigos e a ordem da frase (seguidamente invertemos ordem de sujeito/adjetivos,etc).

Para o vocabulário, a dica que dou é: leia sites em inglês e anote as palavras. Anote poucas palavras, tente primeiro entender o texto sem procurar a tradução delas (porque obviamente você não saberá todas as palavras que existem na língua inglesa, então é preciso treinar isso). Depois, faça uma planilha e anote umas 7 delas. Coloque a palavra inglês, tradução, sinônimo/antônimo, exemplo de uso na frase. E tente ler ou usar essa folha nos seus simulados de redação/resumo...
Acho que um curso é ideal, mas se você ainda não faz, olhe os espelhos das provas anteriores para ter uma ideia de como fazer. O resumo é curto (são 200 palavras), e você tem que entender o que a banca quer, quais "pontos" do texto ela quer que esteja no seu resumo. Cada ponto vale 2 pontos, além da parte escrita. Então, é bom saber sintetizar sem perder a essência. Ah! Não é possível usar "reduções" como "it's (seria it is)" e etc.



Para a prova de português, estude MUITO pontuação. Acho que é a maior incidência de erros. E também colocação pronominal. Acho que o melhor é escrever um parágrafo e depois analisar a estrutura das frases para pontuar, assim é bem mais difícil de errar. Procure seguir o blog "dicas da diplomata" (link à esquerda) pois há uma série de palavras e expressões que usamos em textos científicos, etc, que não são aceitos. Ex: todas as palavras de "sentido figurado" como cenário, através, etc... é uma prova bem rigorosa, mas isso não ocorre com as outras provas da terceira fase.



Por fim, boa semana de estudos a todos. Estamos mais perto da prova que nunca!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Hoje à tarde saiu uma notícia do MRE (só achei no FB deles):

Boa notícia para os candidatos ao Instituto Rio Branco. Foi aberto o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata 2013. Divulgaremos mais informações nas próximas semanas.

Então, vamos ficar atentos, pois tudo indica que logo sai o concurso!

Começar projeto 50 meses em 1 ou 2....


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Acho que muitas pessoas que estão longe dos cursinhos, em pé de acabar a faculdade ou mesmo porque moram longe se perguntam sobre a prova. Sei como é não estar antenado 24/7 no assunto, então, volta e meia você vê no site da CESPE e, "ué, cadê a prova? Será que olhei errado?Será que não sai mesmo?". Fato inédito, não ter concurso. O que faz com que muitos concluam que terá... E assim, estamos nessa...

*Montagem profissional que eu fiz U_u
Pois bem. O que ocorre é que, até então, não saiu a dita da prova. No início do ano, a Presidenta havia prorrogado a aprovação do Orçamento. Com isso, atrasou a prova do IrBr. Só que até agora o MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão) não liberou a verba para a dita cuja (e eu que achei que esses concursos eram autossustentáveis, dado que a taxa de inscrição não é nem um pouco simbólica, mas vai saber). O Itamaraty já fez o pedido, mas o MPOG não libera nada.

*A propósito, é possível acompanhar por essa página (do Itamaraty): Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata.

Então, os boatos são de que o MPOG arquivou o pedido, e está lá, guardado, aguardando... os professores tem "mileuma" teorias, dentre as quais:
- o concurso não pode sair depois do segundo semestre, porque não há tempo para outra turma;
- o concurso sai até junho (independente da primeira teoria);
- o concurso sai no segundo semestre e as turmas entram ano que vem;
- é mais fácil sair concurso esse ano e não sair ano que vem;
- só sai ano que vem em janeiro...

O que resta para nós? Os profs. mais experientes falam que esse é o momento. Para nos dedicarmos, pois muita gente está desistindo, alguns estão perdendo o ritmo (esse "alguns" é o pessoal que começou ano passado, p.ex.), então, a hora é agora! No balanço das ondas, eu tenho que concordar com eles. A ideia mais divulgada é que, se sair ou não esse ano, o do ano que vem (independentemente de 2013) terá que ser no início. Porque é ano de eleição, então a turma tem que assumir até o início de julho, ao que parece.

E, considerando que as maiores probabilidades são que neste ano saia para a segunda metade (aliás, tem um boato de que deverá ter turma no Itamaraty em janeiro), e de que se sair no ano que vem (reiterando, mesmo que não tenha concurso esse ano), será no início - o que não dará tempo para uma preparação adequada, esforcemo-nos agora!

Ah, hoje recebi no feed do FB uma notícia do Sinditamaraty (via Clio): "O SINDITAMARATY solicitou realização de concurso público para todas as carreiras do Serviço Exterior Brasileiro. Lembrou a importância de obter autorização para a realização do concurso para Diplomata, em 2013. "

Moral da história: a probabilidade é que saia um concurso, ou mais para o fim deste ano, ou início de 2014. Dessa forma, se puder, não arrisque, e se prepare desde agora. Pode ser que ventos soprem a nosso favor :)!

*Ah! Irei procurar mais blogs e linká-los no menu da esquerda. Tem outros blogs muuito melhores que o meu, muito bons, mesmo! Acho que pode servir para quem quiser complementar as pesquisas e dividir angústias... no menu já tem o "Jovem Diplomata" (ativo) e o "Aspirante a Diplomata" (inativo, mas com muito conteúdo de primeira!).

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Amorim defende melhora na comunicação com Itamaraty

Atualizado em  7 de agosto, 2012 - 06:36 (Brasília) 09:36 GMT


Celso Amorim vê falta de entendimento comum sobre papel do Brasil no exterior.
O ministro da Defesa, Celso Amorim - ex-chanceler no governo Lula - sugeriu a necessidade de uma melhora da comunicação entre sua pasta e o Ministério das Relações Exteriores.
A afirmação ocorreu na noite de segunda-feira, no Memorial da América Latina.
Amorim falava a uma plateia formada por militares, diplomatas e acadêmicos - que participavam do 6º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos de Defesa.
"Não posso deixar de registrar a boa cooperação entre o Ministério da Defesa e o Itamaraty, mas podemos avançar ainda mais na criação de canais formais e fluídos de comunicação entre as duas pastas", afirmou.
Durante sua gestão no Itamaraty, houve convergências e divergências entre algumas das decisões da pasta e o ponto de vista militar.
As opiniões divergiram em casos como a tentativa de mediar um tratado nuclear com o Irã e se aproximaram em relação ao engajamento do país na missão de paz do Haiti, por exemplo.
Segundo Amorim, deve haver uma base comum aos dois ministérios de entendimento do papel do Brasil no cenário internacional.
"A capilaridade da rede de embaixadas, consulados e missões brasileiras no exterior fornece inteligência analítica de todos os cantos do mundo que deve, também ao lado das informações obtidas através de de outras organizações militares, subsidiar a ação militar, inclusive a preparação das Forças Armadas", disse.
Para o ministro, em contrapartida, "a existência de Forças Armadas adestradas e equipadas fortalece a ação diplomática".
Ele citou como bons exemplos de integração a participação do país em missões de paz. Atualmente, as mais relevantes missões de paz integradas por militares brasileiros ocorrem no Haiti e no Líbano.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/08/120807_amorim_itamaraty_lk.shtml

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