Mostrando postagens com marcador europa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador europa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de março de 2015

Essa notícia é do FINAL DE 2014, porém, pode ser muito importante para este concurso.

Bruxelas acha que cooperação com América Latina é vital para o controle do aquecimento global

Acordo entre os continentes pode sair no próximo ano em prol das condições climáticas



O comissário europeu do Meio Ambiente e Energia, Miguel Arias Cañete, considera que a cooperação entre a Europa e a América Latina será fundamental para alcançar, no próximo ano, um acordo global a fim de reduzir o aquecimento do planeta.
O ex-ministro espanhol defende uma “grande coligação” para conseguir um acordo climático “bom para o planeta” que substitua, a partir de 2020, o Protocolo de Quioto, segundo artigo que será publicado nesta segunda-feira (8) na revista da Fundação União Europeia-América Latina.
“É esse tipo de cooperação que será vital se queremos atingir um acordo legalmente vinculado na cúpula do clima de Paris [que vai ocorrer no fim do próximo ano], que envolva todas as nações e mantenha o aquecimento global abaixo dos 2 graus [centígrados]”, disse Cañete.
A cooperação entre os blocos econômicos deve, no seu entendimento, assegurar que, na cúpula climática que está sendo realizada em Lima, no Peru, sejam definidos os “elementos-chave” do acordo que se pretende firmar em 2015, em Paris.
Adicionalmente, a União Europeia e a América Latina devem exercer a sua liderança em matéria ambiental, anunciando os compromissos de redução de gases de efeito estufa, destacou o comissário europeu, acrescentando que o programa Euroclima vai continuar a apoiar os países latino-americanos nos seus projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Ele se mostrou otimista com a possibilidade de chegar a um acordo no espaço de um ano, graças ao atual impulso das negociações e à progressiva conscientização ambiental.
Arias Cañete destacou os últimos compromissos europeus de redução de emissões e o acordo recentemente alcançado entre os Estados Unidos e a China sobre o tema.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O ex-presidente do Fed (Federal Reserve), o Banco Central americano, Alan Greenspan disse acreditar que a saída da Grécia da zona do euro é 'inevitável'.
Em entrevista à BBC, Greenspan afirmou que não vê quem vá emprestar mais dinheiro para tentar reanimar a economia grega, em apuros desde a crise financeira de 2008.
A Grécia quer renegociar os termos do pacote de resgate, mas, segundo o economista americano, isso não será possível "sem que o país deixe a zona do euro".
Na manhã deste domingo, o ministro das Finanças britânico, George Osborne, afirmou que uma eventual saída da Grécia da moeda comum causaria "problemas profundos" para o Reino Unido.
Greenspan, que foi presidente do Fed entre 1987 e 2006, afirmou acreditar que a saída da Grécia é "só uma questão de tempo".
"Acredito que a Grécia abandonará a zona do euro. Não acho que isso (permanecer no euro) é vantajoso para os gregos ou para o resto da zona do euro – é só uma questão de tempo antes de todo mundo reconhecer que a saída (da Grécia) é a melhor estratégia".
"O problema é que eu não consigo conceber a continuidade do euro, a menos que todos os seus membros se tornem politicamente integrados – a integração do ponto de vista fiscal, por si só, não será o bastante".
Após a vitória do partido de esquerda Syriza na Grécia, contrário às medidas de austeridade fiscal, os ministros gregos vêm fazendo um tour pelas principais capitais europeias na tentativa de arregimentar apoio para a renegociação dos termos do pacote de resgate que salvou o país da moratória em 2010.
Ruptura do euro
No entanto, não há qualquer inclinação nem de Berlin nem do Banco Central Europeu (BCE) sobre alterar os termos do socorro financeiro à Grécia, que totalizou 240 bilhões de euros (R$ 756 bilhões) em empréstimos do BCE, da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
"As condições do plano de resgate eram generosas, acima de todas as medidas", afirmou na semana passada o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, que não vê justificativa para afrouxar as regras do plano de resgate grego.
Segundo Greenspan, "todas as cartas estão, agora, nas mãos dos membros da zona do euro".
O ex-presidente do Fed também advertiu que tentar manter unido o bloco de moeda comum, hoje formado por 19 países, "é colocar tensão em todos".
Greenspan afirmou que, além da Grécia deixar a zona do euro, há um risco "real" de uma "ruptura muito maior", com a eventual saída dos países ao sul da Europa, como Portugal, Espanha e Itália.
Na manhã deste domingo, Osborne afirmou ao programa Andrew Marr Show, da BBC, que o Reino Unido estava montando um plano de contingenciamento para se preparar para uma possível saída da Grécia do euro.
"Essa tensão entre a Grécia e a zona do euro está aumentando, a cada dia, os riscos para a economia britânica", afirmou o ministro das Finanças.
Uma saída da Grécia da moeda única criaria instabilidade nos mercados financeiros da Europa e causaria "problemas reais" para o Reino Unido, acrescentou Osborne.
O novo premiê grego, Alexis Tsipras, quer implementar um plano financeiro de curto prazo que permita ao país pagar o que deve enquanto renegocia os cortes de gastos e as condições do plano de resgate. Os termos do atual pacote vencem no próximo dia 28 de fevereiro.
Em seu primeiro discurso no Parlamento como primeiro-ministro grego, neste domingo, ele afirmou que a Grécia buscará um empréstimo-ponte (tipo de empréstimo de curto prazo destinado a preencher a lacuna entre dois empréstimos de longo prazo de financiamento) em vez da extensão do plano de resgate para tentar pôr fim à crise.
Tsipras também afirmou que vai implementar medidas para reduzir as despesas do governo e acrescentou que sua gestão manterá as promessas de campanha.
"O plano de socorro financeiro fracassou", disse Tsipras. "O novo governo não vai pedir uma extensão do prazo de pagamento da dívida porque não pode pedir uma extensão de seus erros".
O premiê disse ainda que a Grécia quer pagar sua dívida. "Se nossos credores também querem isso, estão convidados a sentarem-se à mesa conosco para que possamos discutir sobre a viabilidade disso", afirmou.
O plano de resgate atual, de concessão de empréstimos ao país, termina no próximo dia 28 de fevereiro. Mas o governo não quer estendê-lo e já começou a reverter algumas medidas de austeridade fiscal, exigência para o recebimento de novas parcelas do socorro financeiro.
Atualmente, a dívida da Grécia é de cerca de 320 bilhões de euros (R$ 1 trilhão), ou quase duas vezes o PIB do país.
O premiê grego deve se encontrar com líderes europeus em uma cúpula em Bruxelas, na Bélgica, na próxima quinta-feira.
Um dia antes, na quarta-feira, o ministro das Finanças do país, Yanis Varoufakis, deve se reunir com outros ministros das Finanças da zona do euro para tentar encontrar uma solução para a crise.



Da BBC Brasil

terça-feira, 19 de março de 2013

que acabou de passar,mas eu fiquei perdidaaa... não estive tão empolgada para escrever quanto na anterior,então acabou passando...e também não sei bem as notícias internacionais (acompanho jornais brasileiros mas só falam daqui!).

- Papa eleito: link 1link 2link 3
- Resgate ao Chipre: link 1link 2
- Violência sexual na Índia: link 1link 2link 3
- Novo Primeiro Ministro da China: link 1link 2link 3


quinta-feira, 7 de março de 2013

 Continente passa por uma séria crise de identidade e unidade está ameaçada
Então a Grécia não quebrou, e a Europa começou a respirar com menos esforço, mas não por muito tempo. Os eleitores rebeldes da Itália, que optaram por um bilionário extravagante e um palhaço, nos recordaram semana passada com que profundidade a crise está entranhada no continente. Enquanto isso, a França está praticamente agindo sozinha no Mali e a Grã-Bretanha fala abertamente em deixar o barco europeu de uma vez por todas. Esta não é apenas uma crise da moeda da Europa, mas de sua própria alma.
Se um dia já existiu uma visão emergente de uma Europa unida, ela está desmoronando por falta de apoio de seus vários povos. Cada um tem seus próprios ressentimentos ou suspeitas dos parceiros. Porém, todos sofrem da mesma carência: pouquíssimos de seus cidadãos se veem em primeiro lugar como europeus.
Curiosamente, no final do século XX, os líderes e as instituições do Velho Continente não compreenderam que, para construir uma Europa comum, eles precisavam encontrar ou cultivar europeus com espírito continental, para dar ao projeto um alicerce federativo.
Como isso seria possível? A história da Europa do último meio século costuma ser retratada como uma sequência de passos rumo a um futuro comum. Porém, talvez, para compreender onde estamos agora, a História deveria começar antes – não com a aglutinação de França e Alemanha na década de 1960, mas com o modelo da Europa na década anterior à calamidade de 1914.
De forma importante, a Europa de 1913 era muito mais cosmopolita e europeia do que a de hoje em dia. Ideias e nacionalidades decresceram e convergiram num canteiro de criatividade. Aquele ano viu o auge do Futurismo, o começo do abstracionismo em Picasso e Braque, a estreia de "A Sagração da Primavera", de Stravinsky, a publicação de "No Caminho de Swann", de Proust. Colaborações para descobrir os segredos mais profundos da ciência transpunham as fronteiras com facilidade. A arquitetura da Áustria imperial e da França republicana encontrou imitadores em cidades que eram pequenas pedras preciosas por toda Europa Central e Meridional; elas eram chamadas de Pequena Viena ou Pequena Paris.
E existiam grandes comunidades de expatriados cosmopolitas – "passeurs" entre culturas, marcadamente os judeus urbanos, bem como as minorias alemãs, espalhadas pela Europa Central e Oriental. Embora o preconceito fosse profundo e fossem tratados asperamente em muitos lugares, em outros eles conseguiam se identificar como cidadãos de um grupo europeu maior, não meramente pela terra onde residiam, e aspiravam ao respeito e conforto.
Posteriormente, nas mãos dos totalitarismos, a maioria dos judeus seria massacrada e os alemães – como outros grupos – deportados aos países de origem. Ao lado de seus maiores crimes, Hitler e Stalin, dessa forma, fizeram sua parte para apagar a ideia de cosmopolitismo na forma que a velha Europa o entendia.
Tudo isso torna ainda mais pungente o costumeiro ponto de partida da narrativa europeia moderna: os escombros de 1945. Um imperativo avassalador pela reconstrução, aumentado pela Guerra Fria, uniu a Europa Central e colocou a Alemanha Ocidental no centro do palco. Os europeus prosperaram num mercado cada vez mais comum. Porém, o elemento unificador não era o otimismo, mas o pavor – o medo de outra guerra entre si ou de uma expansão soviética foi o que levou os europeus ocidentais a superar diferenças caso se desenvolvessem.
Após a queda do Muro de Berlim, a Europa Ocidental se expandiu para o leste, parecendo serenamente se aproximar do Fim da História – paz, prosperidade, segurança social, democracia, com um símbolo unificador, o euro, de Helsinki, Finlândia, a Sevilha, Espanha. Para seus mais de 400 milhões de habitantes, a Europa se tornou um parque temático, museu, supermercado – o continente da EasyJet: eficiente, rápido, aberto a todos a baixo custo.
Porém, agora a Europa pede sacrifícios e solidariedade, e se vê em declínio. Em todos os lugares, ganham populistas e nacionalistas. Gerenciar a austeridade, combater a dívida – no fim das contas, essa não é forma de unir a Europa.
Quem sabe os líderes europeus deveriam ter se alarmado mais quando o entusiasmo pela unidade começou a se esfarrapar antes mesmo da crise. Em 2005, eleitores franceses e holandeses vetaram o avanço rumo a uma constituição europeia. Enquanto isso, os países recém-libertados da Europa Central e Oriental – o "Ocidente sequestrado" de Milan Kundera, desfigurado por 45 anos de ocupação soviética – se viam com economias menos reeuropeizadas e mais globalizadas. O mesmo é válido para a geração ascendente da Europa; ela conhece os prazeres da economia moderna. Porém, tais artigos estão ao alcance mundial de qualquer pessoa com seu nível de riqueza e privilégio. Tirando o euro em suas carteiras, os jovens da Europa não sentem a presença da Europa diariamente.
Formadores de opinião, o comércio e o governo costumam concordar que o continente poderia lucrar com maior unidade política, pois a globalização favorece blocos continentais. Entretanto, as nações e os povos da Europa teriam de abrir mão da soberania, e nada os preparou para isso. No ritmo em que as coisas estão acontecendo, se os europeus forem pressionados em prol da unidade, eles vão recusar.
Por esse motivo, a Europa precisa encontrar uma nova ideia, uma nova visão, um alicerce para o futuro. Princípios familiares elevados não bastarão. Os direitos do homem, pluralismo, liberdade de pensamento, a social democracia do livre-mercado são itens presentes nas constituições de todos os países; os cidadãos não precisam da União Europeia para fornecê-los.
Como, então, estabelecer laços emocionais com a Europa?
Talvez a resposta seja a concepção de uma Europa de carne e osso, com cores, cheiros, folclores, força poética e variedade. O objetivo não é formado em princípios familiares – língua, História ou linhagem comum –, mas justamente pelo oposto: uma compreensão cultural e ponto de referência supranacional, fundamentalmente continental. Kundera cita a "diversidade máxima em espaço mínimo" da Europa – uma noção talvez tão poderosa quanto "liberdade, igualdade, fraternidade" ou "todos os homens são criados iguais".
Essa ideia fundamental é a condição "sine qua non" da unidade política continental. Uma cultura europeia como um todo daria espaço para laços que não existem mais, mas já existiram, como os "passeurs" e as pequenas Vienas e o fluxo de genialidade pelas fronteiras transmitindo o que significava se considerar europeu.
O conceito poderia ser conquistado por um programa cívico europeu em todas as escolas, pela ênfase no domínio de outros idiomas, pelo crescimento dos programas de intercâmbio (de todas as ideias e classes), pela melhoria da mobilidade, pela unificação dos sistemas de saúde e de aposentadoria da Europa, pela eleição de deputados europeus diretamente responsáveis perante seus eleitores, pelo tratamento mais igual de imigrantes e trabalhadores hóspedes.
Agora, algo para meditar. François Hollande, Angela Merkel e principalmente David Cameron: lembrem-se dos "passeurs"! Incentivem a criação de um espaço cultural e público unicamente europeu. Deem-nos uma visão para os povos da Europa: façam-nos sonhar em ser um único povo, e deixem suas ambiguidades de lado. Se vocês aspiram sinceramente a uma Europa política, então assumam a responsabilidade com coragem e uma visão que ultrapasse as próximas eleições e o futuro tropeço econômico.
Promovam a unidade espiritual do continente, organizada em torno de sua diversidade.
(Olivier Guez é colaborador do jornal alemão "Frankfurter Allgemeine Zeitung" e autor de um livro sobre os judeus na Alemanha desde 1945.)
Retirado daqui.

Categorias

estudos (40) concurso (33) motivação (29) notícia (28) organização (23) dicas (22) crise (18) cursos (18) mundo (11) Itamaraty (8) frases (8) início (8) tirinha (7) África (7) textos (6) metodologia (5) europa (4) retrospectivas (4) carreira (3) lista (2) blog (1) retorno (1)

O blog deveria ter mais colaboradores?

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Twitter

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Visitas

Maria
Alguém tentando se organizar,
Ver meu perfil completo

Atualizações do MRE

Seguidores