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segunda-feira, 2 de março de 2015

Essa notícia é do FINAL DE 2014, porém, pode ser muito importante para este concurso.

Bruxelas acha que cooperação com América Latina é vital para o controle do aquecimento global

Acordo entre os continentes pode sair no próximo ano em prol das condições climáticas



O comissário europeu do Meio Ambiente e Energia, Miguel Arias Cañete, considera que a cooperação entre a Europa e a América Latina será fundamental para alcançar, no próximo ano, um acordo global a fim de reduzir o aquecimento do planeta.
O ex-ministro espanhol defende uma “grande coligação” para conseguir um acordo climático “bom para o planeta” que substitua, a partir de 2020, o Protocolo de Quioto, segundo artigo que será publicado nesta segunda-feira (8) na revista da Fundação União Europeia-América Latina.
“É esse tipo de cooperação que será vital se queremos atingir um acordo legalmente vinculado na cúpula do clima de Paris [que vai ocorrer no fim do próximo ano], que envolva todas as nações e mantenha o aquecimento global abaixo dos 2 graus [centígrados]”, disse Cañete.
A cooperação entre os blocos econômicos deve, no seu entendimento, assegurar que, na cúpula climática que está sendo realizada em Lima, no Peru, sejam definidos os “elementos-chave” do acordo que se pretende firmar em 2015, em Paris.
Adicionalmente, a União Europeia e a América Latina devem exercer a sua liderança em matéria ambiental, anunciando os compromissos de redução de gases de efeito estufa, destacou o comissário europeu, acrescentando que o programa Euroclima vai continuar a apoiar os países latino-americanos nos seus projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Ele se mostrou otimista com a possibilidade de chegar a um acordo no espaço de um ano, graças ao atual impulso das negociações e à progressiva conscientização ambiental.
Arias Cañete destacou os últimos compromissos europeus de redução de emissões e o acordo recentemente alcançado entre os Estados Unidos e a China sobre o tema.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

NOVA COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES TERÁ DESAFIOS NO ITAMARATY E NO MERCOSUL




Os futuros integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) vão lidar, a partir das próximas semanas, com temas de grande urgência, como a crise financeira no Itamaraty e a piora das relações no Mercosul. Tanto o custeio e o pagamento de serviços em embaixadas e consulados brasileiros quanto a queda no volume de comércio dentro do bloco econômico preocupam senadores ouvidos pela Agência Senado.

Em discurso na segunda-feira (9), o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da CRE até janeiro passado, disse ter novas expectativas com a mudança no comando do Itamaraty, assumido pelo embaixador Mauro Vieira.

— Como na economia, as mudanças precisam vir dentro do espírito de que é necessário mexer, sim, em time que está perdendo. Essa é a nossa modesta e humilde esperança no momento com relação ao Itamaraty e à nossa política externa — afirmou o senador.

Ferraço traçou um painel da situação das embaixadas brasileiras na África. Segundo o senador, o déficit comercial do Brasil com 54 países africanos triplicou entre 2010 e 2013. De acordo com o Jornal da Globo, a embaixada brasileira em Nairobi, capital do Quênia, teve as linhas telefônicas cortadas no último dia 22 de janeiro por falta de pagamento.

Mas a falta de dinheiro não se restringe às representações do Brasil na África. Há dificuldades em países como Japão, Portugal, Canadá e Estados Unidos.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), que gostaria de ser membro titular na próxima composição da CRE, cobra uma solução para o problema desde meados do ano passado, até em função das necessidades pelas quais estão passando os servidores de representações diplomáticas.
— É uma situação muito séria: pagamentos atrasados, compromissos pessoais assumidos e esse contingenciamento numa área sensível como o Itamaraty. Porque não é aqui no Brasil, é fora. Então fica mal também o Brasil — disse a senadora.
Para Ana Amélia, o governo, ao apoiar as medidas de corte no contingenciamento orçamentário, deve estabelecer limites — uma postura que deve ser cobrada do governo pela CRE.

—- Nós vamos, na comissão, nos encarregar de cobrar isso do próximo presidente, para que se envolva na solução desses problemas — prometeu a parlamentar pelo PP.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) vê a crise no Itamaraty como resultado de má gestão por parte da presidente da República. Segundo ele, Dilma Rousseff diminuiu a presença internacional do Brasil que Lula e Celso Amorim tinham conseguido fortalecer.
— Falta de recursos para as embaixadas; demora em substituir embaixadores; demora da presidenta em receber embaixadores estrangeiros para a apresentação de credenciais; falta de uma linha clara de relacionamento do Brasil com as diversas nações do mundo, inclusive com aquelas que o Lula fez um esforço, que foram as da África e da América Latina — citou o senador como problemas da atual política externa.
Cristovam lamentou a situação, até por acreditar que as relações exteriores não exigem tanto orçamento.

— Educação, se você não colocar R$ 10 ou R$ 20 bilhões, você não dá salto. Nas relações exteriores, se você colocar R$ 100 ou R$ 200 milhões, você dá um salto considerável na presença do Brasil. E eu espero que nos próximos meses haja uma mudança nisso — afirmou.

Mercosul
Os três senadores alertam ainda para a situação crítica do Mercosul. Segundo Ferraço, o projeto de mercado comum do bloco está longe de ser atingido, representando, hoje, menos de 9% do comércio brasileiro. Os senadores criticaram a postura protecionista da Argentina e o acordo que o país vizinho fez recentemente com a China para a entrada de produtos manufaturados.

— Com efeito, os acordos assinados com a China terminaram por escancarar o mercado argentino para as manufaturas chinesas, mais competitivas que as brasileiras — afirmou Ferraço em seu discurso na segunda-feira (9)
Segundo o senador, o Brasil é uma das economias mais fechadas do mundo e precisa participar mais do comércio internacional, caso contrário, o Mercosul corre o risco de acabar.

— O Mercosul, que já chegou a representar aproximadamente 20% das nossas exportações, em 2014, viu esse número reduzir para 9%. Se nada for feito, estamos decretando morte ao Mercosul — alertou Ferraço, em aparte à senadora Ana Amélia na terça-feira (10).

A parlamentar pelo Rio Grande do Sul também lastimou a atitude da Argentina e a situação atual do Mercosul. Para ela, o bloco “estava na UTI”; agora, “tiraram os aparelhos e ele morreu de vez”.
— Essa morte foi determinada, no meu modesto ponto de vista, por um acordo feito pelo governo Cristina Kirchner com a China, acordo altamente lesivo ao comércio Brasil–Argentina e dentro do bloco do Mercosul — afirmou a senadora no discurso de terça-feira (10).

Em entrevista à Agência Senado, Cristovam Buarque disse duvidar do fim do Mercosul, em face dos fundamentos políticos e econômicos para a sua existência. Na opinião do senador, que já presidiu a CRE, o Mercosul entrou em crise por causa da realidade econômica da Argentina e do  Brasil e porque as presidentas dos dois países não possuem motivação ou vocação para assuntos internacionais.
— Sem esses dois países, o Mercosul fica insignificante — avaliou o Senador.
De acordo com Cristovam, que pretende continuar na CRE este ano, a comissão é um lugar muito importante para se debater o futuro do Brasil, mas é preciso sempre ter em conta a realidade global.

— Acabou o tempo em que o futuro do país se decidia internamente. Agora, ele é resultado de decisões planetárias — advertiu.

O senador deu como exemplo o movimento Parlamentares sem Fronteiras, criado por ele, em parceria com o indiano Kailash Satyarthi, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2014. Segundo Cristovam, a primeira reunião do movimento será no dia 27 de março, em Kathmandu, no Nepal, e o tema a ser discutido será Direitos das Crianças. Cristovam deu o crédito dessa ideia ao trabalho desenvolvido na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.


Fonte: Agência Senado (Retirado de Folha Vitória

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Acho muito interessante a notícia, pois nos mostra algumas críticas à recente atuação internacional do Brasil. Muitos criticam o governo Dilma por ter enfraquecido as relações que forma fortalecidas de maneira "ímpar" no governo Lula, principalmente pelas expectativas que se tinha de continuidade.
Entretanto, é preciso lembrar que esse discurso é de cada Senador, e não reflete a posição do Itamaraty ou do Governo (mesmo do Senado) como um todo. Falar em fim do MERCOSUL, por exemplo, é algo que oficialmente não ocorre. Então, não se deve fazer isso na prova!
Também é preciso saber que na prova (como em qualquer prova ou até seleção para empresas), você não vai falar mal do governo/da instituição. Sempre há coisas negativas para analisarmos, mas, ao abordarmos isso em uma questão (se formos fazer, principalmente fatos atuais) devemos ponderar MUITO.
Em suma: a notícia é informativa, mas não acho que pode acrescentar muito (além do fato de sabermos da necessidade de fortalecer o Mercosul...).

Abraços e fighting!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Esse texto é interessante para ter uma ideia positiva sobre o Mercosul; o que mais gostei é o fato de trazer dados.

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Em defesa do Mercosul


O Mercosul tem despertado queixas entre os seus quatro parceiros originais, mas a verdade é que os resultados do Tratado de Assunção, firmado em 1991, têm sido positivos e concretos. E não só para o Brasil, embora os argentinos tenham dúvidas quanto aos benefícios do acordo, cujo funcionamento tem sido prejudicado pela política de restrições às importações implementada pelo governo da presidente Cristina Kirchner. Isso ficou claro em 2014 com o deslocamento do Mercosul do primeiro posto das exportações argentinas.
Para o Brasil, também não é interessante ficar só atrelado ao Mercosul porque, no final das contas, essa postura pode trazer problemas mais adiante. Ou seja, é preciso ir além. Hoje, é consenso que o País não pode se limitar a vender commodities para a China e precisa, enfim, adotar uma política industrial e comercial que torne seus produtos industrializados competitivos, inclusive para garantir não só seu espaço no Mercosul como voltar a exportar componentes de veículos e outros manufaturados para os Estados Unidos.
Seja como for, para o Brasil, o Mercosul ainda constitui importante instrumento para a expansão das exportações, em especial de produtos industrializados, embora tenha ocorrido em 2014 uma variação negativa de 17,27% nas exportações para o bloco: em 2013, o Brasil vendeu US$ 24,6 bilhões e, em 2014, US$ 20,4 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Deste total, US$ 2,7 bilhões foram de produtos básicos, ao passo que as vendas de manufaturados chegaram a US$ 17,1 bilhões, que, somados a US$ 440 milhões de semimanufaturados, resultaram em US$ 17,5 bilhões de produtos industrializados. Do total de 2013, US$ 1,8 bilhão haviam sido consequência da venda de produtos básicos, enquanto as exportações de manufaturados chegaram a US$ 22,3 bilhões que, somados a US$ 501 milhões de semimanufaturados, resultaram em US$ 22,8 bilhões de produtos industrializados.
É de se notar que, desde 2005, há uma tendência de crescimento nas exportações brasileiras para o Mercosul, que só foi interrompida três vezes: em 2009, 2012 e 2014. Em 2005, as exportações haviam sido de US$ 11,7 bilhões, passando para US$ 13,9 bilhões em 2006, US$ 17,3 bilhões em 2007 e US$ 21,7 bilhões em 2008. O melhor ano foi 2011, com US$ 27,8 bilhões.
Nas importações, de 2013 para 2014 houve também uma variação negativa de 10,37%, caindo de US$ 19,2 bilhões para US$ 17,2 bilhões. Do Mercosul, em 2014, o Brasil comprou US$ 14,3 bilhões de produtos industrializados e US$ 2,9 bilhões de básicos. Em 2013, havia comprado US$ 15,5 bilhões de produtos industrializados e US$ 3,1 bilhões de básicos.
Percebe-se que, se 85% das exportações brasileiras para os demais países do bloco são de produtos industrializados, as importações acompanham o mesmo passo, chegando a 83% nesse segmento. Já para os Estados Unidos, União Europeia e para a China, os percentuais de vendas de manufaturados são de 50%, 36% e 5,75%, respectivamente. Isso mostra que a indústria brasileira, assim como a dos seus demais parceiros, tem no Mercosul seu mais importante mercado externo. Portanto, é preciso aperfeiçoar o Mercosul e não esvaziá-lo, o que não significa fechar os olhos para o resto do planeta.
(Mauro Lourenço Dias, engenheiro eletrônico, vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP, professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015



Afirmação foi feita pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, durante audiência com o embaixador da Bélgica no Brasil, Josef Smets.

Em audiência com o embaixador da Bélgica no Brasil, Josef Smets, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, afirmou que a posição do governo brasileiro é de avançar nas negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

“Conseguimos evoluir no Mercosul, com convergência entre os países-membros, e estamos prontos para avançar com a apresentação de uma oferta para concluir as negociações. Hoje, esta é uma posição de governo no Brasil”, disse o ministro ao lembrar que a presidenta Dilma Rousseff já se manifestou favorável às tratativas entre os dois blocos comerciais.
“Aguardamos também uma oferta da União Europeia para prosseguir. Fechar este acordo irá fortalecer o Mercosul”, acrescentou Armando Monteiro. 
O embaixador belga se dispõe a levar esta mensagem do ministro aos colegas representantes europeus e manifestou interesse na ampliação das relações comerciais e de investimentos com o Brasil.
Smets elencou quatro setores como prioritários no intercâmbio bilateral:

  1. Portos e transportes;
  1. Químico-farmacêutico;
  1. Agrícola-alimentar; e
  1. Pesquisa e desenvolvimento.

Na primeira quinzena de março, será realizada a visita do secretário de Estado de Comércio Exterior da Bélgica, Pieter De Crem. Na agenda da visita, serão realizados encontros entre empresários dos dois países.
Para o ministro, esta é uma ocasião importante para dinamizar as relações comerciais entre Brasil e Bélgica. “Nossa corrente de comércio apresentou uma certa estagnação nos últimos cinco anos e, agora, há uma oportunidade para encontrar pontos de interesse para retomar o fluxo comercial e fazer este relacionamento mais produtivo”, comentou Armando Monteiro. 
Intercâmbio Comercial 
Em 2014, o Brasil exportou para a Bélgica US$ 3,286 bilhões. Já mercado belga vendeu para o Brasil US$ 1,849 bilhão, gerando um superávit para o lado brasileiro de US$ 1,437 bilhão. A corrente de comércio entre os dois países somou US$ 5,136 bilhões, sendo a Bélgica o vigésimo parceiro comercial do Brasil. 
Os principais produtos vendidos pelo Brasil à Bélgica, em 2014, foram: café em grão (US$ 548 milhões), suco de laranja não congelado (US$ 435 milhões), fumo em folhas (US$ 418 milhões), suco de laranja congelado (US$ 248 milhões) e minério de ferro (US$ 200 milhões).
Os principais bens que o mercado belga vendeu para o Brasil, no mesmo período, foram: medicamentos (US$ 337 milhões), inseticidas (US$ 126 milhões), sulfato de amônio (US$ 88 milhões), automóveis de passageiros (US$ 66 milhões) e malte (US$ 62 milhões).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Mark Urban

Enquanto o progresso do movimento do grupo extremista foi interrompido no Iraque, há um sentimento próximo ao desânimo em relação aos resultados ao longo de toda a fronteira.Uma figura importante na coalizão liderada pelos Estados Unidos me disse: "No momento, nós não estamos indo a lugar nenhum na Síria".
Uma série de recentes reveses acentua este ponto. Os Emirados Árabes Unidos, discretamente, se retiraram das missões de ataque na Síria, e, com isso, levantaram questões sobre o quão longe outros países, que não os Estados Unidos, estão indo neste conflito.
Também houve revelações sobre o fracasso da CIA, a agência de inteligência americana, para desenvolver uma força especial na qual rebeldes que lutam contra o presidente Bashar al-Assad possam confiar.
A divulgação de um vídeo, que mostra o piloto jordaniano Moaz al-Kasasbeh sendo queimado vivo, demonstrou, muito claramente, que o Estado Islâmico criou um refúgio seguro onde pode agir impunemente.No início desta semana, Vincent Stewart, diretor da Agência de Inteligência de Defesa, principal organização militar de espionagem dos Estados Unidos no exterior, entregou ao Congresso americano uma avaliação que foi considerada por muitos como surpreendentemente pessimista.
Enquanto alguns comandantes afirmaram que os ataques da coalizão interromperam as ações do Estado Islâmico em seus territórios, o general Stewart disse que, neste ano, o movimento jihadista deve "continuar consolidando-se e ganhando terreno em áreas sunitas do Iraque e da Síria. Ao mesmo tempo, continuará lutando por território fora dessas áreas".
Na Síria, em particular, as complexidades políticas e a falta de objetivos claros tornam mais difíceis ações militares .Alguns parceiros da coalizão, como a Turquia e os países do Golfo, acreditam que nada pode ser feito até que a estratégia dos Estados Unidos abarque a deposição do presidente Assad ─ mas o Iraque, peça central para o plano atual dos americanos, apoia o regime sírio.
Quando os ataques americanos começaram na Síria, em dezembro do ano passado, com o temor de que o Estado Islâmico tomasse Bagdá ─ e o fato de que o governo local tinha pedido ajuda estrangeira – criou-se uma política de "Iraque em primeiro lugar".
Até agora, foram realizados mais de 1.250 ataques da coalizão no Iraque, e muitos parceiros se juntaram não só em ações aéreas, mas no esforço para treinar e reequipar o Exército iraquiano para que ele pudesse retomar o terreno perdido para os jihadistas. O fato de ter as forças iraquianas e curdas em terra permitiu uma orientação mais efetiva dos ataques no Iraque. De fato, em alguns lugares, eles realmente conquistaram de volta alguns territórios.
Muitos ataques aéreos certamente mataram militantes do Estado Islâmico. Segundo avaliação recente do Comando Central dos Estados Unidos, o número de mortos chega a 6 mil. Relatos diários de algumas baixas aqui ou ali levaram um oficial superior da Marinha dos Estados Unidos, com quem conversei recentemente, a avaliar o progresso em atacar o alvo como "alguns corpos de cada vez".
No entanto, particularmente, oficiais americanos estão receosos em relação às chances de retomada das cidades iraquianas de Tikrit e Mosul ─ assim como outras regiões tomadas pelo Estado Islâmico no ano passado ─, acreditando que o esforço de treinamento está acontecendo muito lentamente e que as forças do governo iraquiano estão pecando em espírito ofensivo.
A ideia do 'Iraque em primeiro lugar' teve como objetivo lidar com uma ameaça estratégica urgente ─ a existência do Estado Islâmico ─ e evitou o fato de que a formulação de uma estratégia coerente para a Síria parecia incrivelmente difícil. Agora que a frente no Iraque se estabilizou, as divergências da coalizão sobre a Síria foram reveladas. Apagar essa fronteira entre os Estados é, afinal, uma parte importante da ideologia e das operações jihadistas.
À primeira vista, o fato de que mais de 1 mil ataques da coalizão foram possíveis na Síria sugere um nível semelhante de efeito como no Iraque. No entanto, muitos desses ataques foram na área de Kobane ─ a cidade-chave curda na fronteira com a Turquia ─ onde, efetivamente, os aliados não têm uma força terrestre para ajudá-los. Tem sido muito mais difícil em outros lugares. É também evidente que tais missões de países fora da coalizão liderada pelos Estados Unidos "secaram".
Até o momento, esses países ─ todos árabes ─ são responsáveis por cerca de 7% de todas as ofensivas contra o Estado Islâmico na Síria. Mas apenas oito dos 81 ataques deste tipo ocorreram no mês passado. Assim, de forma eficaz, tendo iniciado com entusiasmo em setembro passado, o elemento árabe desta coligação praticamente desapareceu. O medo de ter parte de seu efetivo capturado pelo Estado Islâmico pode ter tido um papel primordial nisso. Os Emirados Árabes Unidos interromperam o bombardeio porque os Estados Unidos não moveram sua força de resgate do Kuwait para uma base no norte do Iraque, mais próximo do território controlado pelo grupo extremista.
Isso reduziria o tempo de resposta caso outro caça do país fosse abatido, mas parece que as sensibilidades políticas americanas sobre colocar 'tropas terrestres' na base no norte do Iraque teriam se sobreposto à decisão correta do ponto de vista militar. Uma imensa maioria dos problemas enfrentados por aqueles à frente dessa campanha ─ desde resgatar pilotos abatidos ou realizar incursões com forças especiais, até reduzir o número de combatentes estrangeiros juntando-se ao EI ou apoiar a oposição síria ─ seria pelo menos atenuada se a Turquia cooperasse mais efetivamente.
No outono passado, o governo turco anunciou que daria essa ajuda ─ ao apoiar os Estados Unidos em estabelecer uma grande zona-tampão no norte da Síria. Esse é um passo que colocaria os aliados no caminho para confrontar o governo do presidente Bashar al-Assad em Damasco. Mas a ideia de que a coalizão deponha o presidente Assad não é consenso entre seus membros.
Alguns militares de alta patente do Reino Unido e França acreditam que os Estados Unidos devem realmente estar fazendo o contrário - reconhecendo que o exército sírio é a força terrestre mais eficaz no país e cooperando com ele. O Iraque, e seu aliado Irã, têm apoiado o presidente Assad, e ficariam encantados com tal desenvolvimento. Os Estados Unidos, no entanto, não estão preparados para entrar em qualquer tipo de aliança formal com o presidente Assad, pois o acusam de ser o principal responsável pela chacina da guerra civil da Síria.
Eles também sabem que a diminuição da cooperação com os países do Golfo Árabe não é apenas por causa do piloto jordaniano queimado vivo. Eles receberam mensagens explícitas - semelhante às da Turquia - de líderes da Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, descrevendo o presidente Assad como a causa principal da situação da Síria e dizendo que sua deposição deve ser parte da solução. Diante desse dilema, os estrategistas americanos estão pensando em algumas novas opções.
Uma deles, uma zona-tampão, iria explorar a cooperação turca, a fim de assegurar bases naquele país, bem como a inserção de forças especiais e campos de treinamento dos rebeldes no norte da Síria. Isso não funcionará desde que a proposta turca - que previa avançar em até 145 km para dentro da Síria, tomando o controle de grandes centros, como Aleppo e Idlib – mas um acordo poderia vir a ser firmado. "Nós temos uma ‘estratégia’ para a derrota é e uma ‘política’ para lidar com [o presidente] Assad”, um representante de alta patente da coalizão me disse, destacando a incompatibilidade entre as abordagens em diferentes lados da fronteira Iraque-Síria.
Até a Casa Branca resolver sua posição em relação ao líder sírio, será muito difícil atacar efetivamente os militantes do Estado Islâmico e destruí-los. 

O ex-presidente do Fed (Federal Reserve), o Banco Central americano, Alan Greenspan disse acreditar que a saída da Grécia da zona do euro é 'inevitável'.
Em entrevista à BBC, Greenspan afirmou que não vê quem vá emprestar mais dinheiro para tentar reanimar a economia grega, em apuros desde a crise financeira de 2008.
A Grécia quer renegociar os termos do pacote de resgate, mas, segundo o economista americano, isso não será possível "sem que o país deixe a zona do euro".
Na manhã deste domingo, o ministro das Finanças britânico, George Osborne, afirmou que uma eventual saída da Grécia da moeda comum causaria "problemas profundos" para o Reino Unido.
Greenspan, que foi presidente do Fed entre 1987 e 2006, afirmou acreditar que a saída da Grécia é "só uma questão de tempo".
"Acredito que a Grécia abandonará a zona do euro. Não acho que isso (permanecer no euro) é vantajoso para os gregos ou para o resto da zona do euro – é só uma questão de tempo antes de todo mundo reconhecer que a saída (da Grécia) é a melhor estratégia".
"O problema é que eu não consigo conceber a continuidade do euro, a menos que todos os seus membros se tornem politicamente integrados – a integração do ponto de vista fiscal, por si só, não será o bastante".
Após a vitória do partido de esquerda Syriza na Grécia, contrário às medidas de austeridade fiscal, os ministros gregos vêm fazendo um tour pelas principais capitais europeias na tentativa de arregimentar apoio para a renegociação dos termos do pacote de resgate que salvou o país da moratória em 2010.
Ruptura do euro
No entanto, não há qualquer inclinação nem de Berlin nem do Banco Central Europeu (BCE) sobre alterar os termos do socorro financeiro à Grécia, que totalizou 240 bilhões de euros (R$ 756 bilhões) em empréstimos do BCE, da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
"As condições do plano de resgate eram generosas, acima de todas as medidas", afirmou na semana passada o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, que não vê justificativa para afrouxar as regras do plano de resgate grego.
Segundo Greenspan, "todas as cartas estão, agora, nas mãos dos membros da zona do euro".
O ex-presidente do Fed também advertiu que tentar manter unido o bloco de moeda comum, hoje formado por 19 países, "é colocar tensão em todos".
Greenspan afirmou que, além da Grécia deixar a zona do euro, há um risco "real" de uma "ruptura muito maior", com a eventual saída dos países ao sul da Europa, como Portugal, Espanha e Itália.
Na manhã deste domingo, Osborne afirmou ao programa Andrew Marr Show, da BBC, que o Reino Unido estava montando um plano de contingenciamento para se preparar para uma possível saída da Grécia do euro.
"Essa tensão entre a Grécia e a zona do euro está aumentando, a cada dia, os riscos para a economia britânica", afirmou o ministro das Finanças.
Uma saída da Grécia da moeda única criaria instabilidade nos mercados financeiros da Europa e causaria "problemas reais" para o Reino Unido, acrescentou Osborne.
O novo premiê grego, Alexis Tsipras, quer implementar um plano financeiro de curto prazo que permita ao país pagar o que deve enquanto renegocia os cortes de gastos e as condições do plano de resgate. Os termos do atual pacote vencem no próximo dia 28 de fevereiro.
Em seu primeiro discurso no Parlamento como primeiro-ministro grego, neste domingo, ele afirmou que a Grécia buscará um empréstimo-ponte (tipo de empréstimo de curto prazo destinado a preencher a lacuna entre dois empréstimos de longo prazo de financiamento) em vez da extensão do plano de resgate para tentar pôr fim à crise.
Tsipras também afirmou que vai implementar medidas para reduzir as despesas do governo e acrescentou que sua gestão manterá as promessas de campanha.
"O plano de socorro financeiro fracassou", disse Tsipras. "O novo governo não vai pedir uma extensão do prazo de pagamento da dívida porque não pode pedir uma extensão de seus erros".
O premiê disse ainda que a Grécia quer pagar sua dívida. "Se nossos credores também querem isso, estão convidados a sentarem-se à mesa conosco para que possamos discutir sobre a viabilidade disso", afirmou.
O plano de resgate atual, de concessão de empréstimos ao país, termina no próximo dia 28 de fevereiro. Mas o governo não quer estendê-lo e já começou a reverter algumas medidas de austeridade fiscal, exigência para o recebimento de novas parcelas do socorro financeiro.
Atualmente, a dívida da Grécia é de cerca de 320 bilhões de euros (R$ 1 trilhão), ou quase duas vezes o PIB do país.
O premiê grego deve se encontrar com líderes europeus em uma cúpula em Bruxelas, na Bélgica, na próxima quinta-feira.
Um dia antes, na quarta-feira, o ministro das Finanças do país, Yanis Varoufakis, deve se reunir com outros ministros das Finanças da zona do euro para tentar encontrar uma solução para a crise.



Da BBC Brasil

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Olá a todos!
Minha vida anda uma bagunça, por isso não consegui elaborar nenhum texto "de autoria própria".  Mas vou atualizando com notícias que acho bastante relevantes; algumas indicam temas que é bom revisar... com a "ameaça iminente do edital de 18 vagas", tudo fica pior! Mas temos que achar um jeito de nos manter em pé :/...
Atualizei a parte de cursos, adicionando 2, o Lynch e o IBRAE (alguém conhece?). Pretendo cumprir a promessa de acabar de por os livros básicos indicados, vamos ver....

abraços a todos e fighting!

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Com Dilma, o Brasil perdeu força na política internacional?

Rompimento com estratégia diplomática de Lula pode erodir a confiabilidade do Brasil nas relações internacionais

A ausência do Brasil em debates internacionais estratégicos está se acentuando no governo Dilma e pode prejudicar a posição do país na comunidade internacional, de acordo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

Desde a substituição do ministro Antônio Patriota pelo atual chanceler, Luiz Alberto Figueiredo, o Brasil declinou um convite para participar da conferência de Genebra 2, que discute a crise na Síria, e também da Conferência de Segurança de Munique, fórum que reúne representantes das principais potências mundiais para debates sobre política de segurança, entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro.

"Não ir a Genebra 2 e a Munique, na qual o Brasil esteve presente no ano passado com o Patriota, tem consequências diretas. A primeira é que o Brasil não sabe o que está acontecendo, deixa de acompanhar de perto as questões internacionais", disse à BBC Brasil.Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getúlio Vargas, é um dos principais críticos da política externa do governo Dilma e afirma que a diminuição da participação brasileira nos grandes debates internacionais ameaça "eliminar os ganhos importantes dos anos Lula".

"O debate não é só sobre a Síria, mas sobre como a comunidade internacional lida com situações assim. Isso pode acontecer num país em que o Brasil tem fortes interesses econômicos, como Angola, e aí já se estabeleceram regras pra lidar com esse conflito das quais o Brasil não participou."

O chanceler Figueiredo declinou o convite para participar da conferência sobre a Síria, com a justificativa de que ficaria no Brasil para preparar a participação da presidente Dilma Rousseff na reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O Itamaraty enviou seu secretário-geral, Eduardo dos Santos, a Montreux (onde foi realizado o início da conferência da Síria).

Em relação a Munique, o Ministério não justificou a ausência de um representante brasileiro.

"A gente vê uma posição passiva brasileira em todas as áreas. Não vemos o chanceler no debate público porque existe um processo de centralização do poder no Planalto e Dilma não dá a ele muita liberdade para se pronunciar sobre questões como a Síria, por exemplo. O chanceler não se engaja muito com a sociedade civil e isso não é só culpa do Itamaraty", afirma o especialista.

Questionado pela BBC Brasil, o Gabinete da Presidência disse que não responderia às críticas.

Já o Itamaraty enviou um e-mail à BBC dizendo que "o Brasil sempre se faz representar em todos os organismos internacionais e privilegia sempre o diálogo nos foros e mecanismos multilaterais. A atuação brasileira nessas instâncias é pautada por princípios permanentes, que dão continuidade e consistência à política externa."

A chancelaria afirmou ainda que a atuação da diplomacia brasileira segue "diretrizes e objetivos definidos conforme interesses nacionais" e ressaltou que "é um dos 12 países do mundo que mantêm relações diplomáticas com todos os demais membros da ONU."
Sem prioridade

"Se pegarmos todos os discursos que Dilma fez e mesmo o momento em que ela fez a troca do Patriota pelo Figueiredo, se percebe que a política externa sempre foi algo secundário no governo dela", diz a especialista em política externa brasileira da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Denise Holzhacker.

De acordo com ela, o governo Dilma adotou uma visão pragmática que prioriza as questões domésticas e, no plano internacional, as discussões econômicas nas quais o país tem interesse direto.

"O ganho (das ações de política externa) na visão da presidente tem que ser ligado a questões econômicas. Nessa lógica, participar de fóruns para construir soluções e consenso não parece tão interessante."


A visão da professora é compartilhada pelo especialista americano em política externa da América Latina Harold Trinkunas, da Brookings Institution, em Washington. "O governo atual tende a ver a política externa como algo que deve servir às políticas domésticas", disse à BBC Brasil.

O Itamaraty afirma que o Brasil "continua participando com protagonismo de grandes debates da agenda global que lhe dizem respeito" e contribui especialmente nos debates internacionais sobre questões de paz e segurança, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e outras.

Holzhacker, no entanto, discorda: "Mesmo em temas de direitos humanos o Brasil se manteve distante e da discussão ambiental também, apesar da Rio+20 e de outras conferências importantes terem acontecido na gestão Dilma".
'Medo'

Para os especialistas, um dos motivos pelos quais o chanceler Figueiredo teria pouca liberdade de atuação e de posicionamento seria o "medo" da presidente de que o posicionamento do Itamaraty sobre assuntos como a Síria pudesse, de alguma forma, ter um efeito indesejável sobre sua imagem em ano eleitoral.

"A política externa brasileira geralmente não impacta o debate das eleições, mas neste momento Dilma está tentando eliminar qualquer assunto que possa impactar negativamente a opinião pública em relação ao governo dela", afirma Stuenkel.

Para Trinkunas, as questões discutidas nas conferências na Alemanha e na Suíça tratavam de questões de segurança internacional, que seriam "pouco úteis para o governo Dilma sob a perspectiva doméstica e eleitoral, já que não envolvem diretamente o Brasil. "

"O Brasil perdeu uma oportunidade de influenciar a discussão sobre os principais desafios globais do momento."

Mas em ano eleitoral, a retração diplomática brasileira sinaliza um rompimento com a estratégia da diplomacia dos anos Lula - que pretendia conseguir para o Brasil uma posição de protagonismo e um assento no Conselho de Segurança da ONU.

E segundo Denilde Holzhacker, ela pode ter também um impacto negativo na imagem de Dilma e do PT.

"Ao não participar do debate internacional, ela passa uma ideia de que tudo o que se fez durante o governo Lula foi só para gastar dinheiro e não priorizar os problemas internos. Essa percepção também não é benéfica. Ela reforça as críticas de que este é um governo que não tem uma direção", afirma Denilde Holzhacker.
Legado ameaçado

Segundo os especialistas, manter o excesso de cautela nos pronunciamentos sobre temas globais pode acabar erodindo a posição de destaque do Brasil nos fóruns multilaterais, caso a presidente se reeleja. "Dilma está menos interessada em política internacional, o que limita a capacidade do Brasil de manter o nível de influência que Lula havia conquistado", diz o analista do Brookings.

Oliver Stuenkel afirma que o maior problema para o Brasil será a perda da confiança de seus parceiros internacionais, após um período em que o Brasil "apareceu no mapa".

Após troca de Patriota por Figueiredo teria acentuado ausência brasileira em debates globais

"No final do governo Lula, não se podia mais falar sobre qual é o grande desafio global sem consultar o Brasil e procurar entender o que o Brasil achava. Mas isso certamente vai acabar porque um parceiro internacional precisa ser confiável. Não dá para ter um país que quer participar por oito anos e se retirar por mais oito e depois voltar."

Para Holzhacker, no entanto, o governo Dilma está correto ao não seguir à risca a política externa do governo Lula.

Segundo ela, o ex-presidente cometeu "exageros" ao tentar fazer do país um interlocutor de questões complexas, como o impasse sobre o programa nuclear do Irã – na busca de apoio para um assento no Conselho de Segurança da ONU.

Por isso, a retirada do país de alguns debates é compreensível, mas o governo atual ainda não demonstrou objetivos claros em sua presença internacional.

"O grande exagero do governo Lula foi que abriu muitas frentes (de atuação). É o oposto do governo Dilma, que nem abriu novas frentes nem manteve as frentes tradicionais", avalia.
Espionagem

Mas se por um lado o país parece se distanciar das questões mais conflitantes e urgentes da geopolítica internacional, ele marcou presença na movimentação que se seguiu às denúncias de que o governo americano espionou vários chefes de governo, entre eles a própria presidente Dilma - além de ter acesso às comunicações de milhares de brasileiros.

Em abril, São Paulo sediará uma conferência global sobre os modelos de governança na internet.

Para os especialistas, o protagonismo brasileiro nessa questão – após – é positivo, mas parece uma aposta "segura" de ação de política externa.

"Acho que a razão principal pela qual a Dilma tomou essa decisão foi que ela viu que isso tem um apelo junto à opinião pública e que ela poderia ser vista tomando liderança e defendendo a soberania nacional contra os Estados Unidos", diz Stuenkel.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A decisão da Corte Internacional de Haia que definiu, nesta segunda-feira, os limites marítimos entre Chile e Peru foi interpretada nos dois países como "fim de um capítulo histórico" e entre os políticos como "vitória peruana". Mas analistas ouvidos pela BBC Brasil acreditam que o parecer pode beneficiar os dois países.

"O mapa peruano mudou, nosso território cresceu. O tribunal de Haia atendeu a 70% da nossa demanda", disse o presidente peruano Ollanta Humala, diante de simpatizantes em Lima.

Já no Chile, o clima entre os políticos foi de comoção. "A decisão (do tribunal) representa uma perda lamentável para o Chile", afirmou o presidente chileno Sebastián Piñera. Na mesma linha, a presidente eleita Michelle Bachelet, que assume o cargo em março, disse que foi uma "perda dolorosa" para seu país. A expectativa é que os três se encontrem em Cuba, nesta terça, durante reunião da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

O assunto é sensível nos dois países e a histórica disputa marítima, que remete ao século 19, costuma ser apontada pelos especialistas como principal motivo da rivalidade entre habitantes dos dois países – que apesar disso têm intensificado, nos últimos anos, a relação comercial e econômica e a presença de trabalhadores peruanos no Chile.
Seis anos de disputa

O parecer do tribunal internacional, que não foi unânime, dá ao Peru uma parte maior do oceano Pacífico, mas mantêm áreas ricas em pesca nas mãos do Chile. A decisão foi conhecida após seis anos de expectativas e trocas permanentes de documentos e defesas orais por parte de peruanos e chilenos.

Em 2008, o Peru entrou com ação em Haia pedindo definições sobre os limites marítimos, argumentando que a área não havia sido delimitada desde a Guerra do Pacífico (1879-1883) e tampouco em documentos assinados em 1947 e 1952 (os quais, na visão do Chile, já resolviam a questão).

A decisão do tribunal internacional era esperada com enorme expectativas nos dois países.

"Acho que foi uma decisão salomônica e que deixou as duas partes contentes. O Chile manterá a área marítima que usava para a pesca e o Peru ganha território marítimo mas que ainda não tem condições e infraestrutura para usar", disse à BBC Brasil Carlos Aquino, diretor do instituto de pesquisas econômicas da Universidade Mayor de San Marco, de Lima.

Segundo Aquino, a questão histórica "foi resolvida", mas ainda é preciso ver como a decisão será colocada em prática a partir de agora. "Uma ferida aberta há mais de 130 anos foi fechada - e realmente foi o principal. Os dois países têm forte relação comercial e econômica e precisavam resolver essa questão", afirmou o professor peruano.

Na pratica, o Chile terá da costa, em Arica, no norte do país, até 80 milhas em linha reta, no oceano Pacifico, para exploração marítima. Já o Peru ganhou a partir desta marca de 80 milhas e até as 200 milhas no oceano, disse Aquino.
'Melhor que o esperado'

No Chile, o analista Ricardo Israel, que foi candidato presidencial na última eleição, disse que seu país "se saiu melhor do que se esperava".

"Claro que existe insatisfação com a parte do parecer que privou o Chile de uma área de domínio econômico exclusivo. Mas também houve o reconhecimento de que existia uma fronteira, ela era a partir do ponto que o Chile indicava e era uma linha reta com a fronteira terrestre - e não como o Peru entendia", disse Israel por e-mail.

Para ele, a partir de agora os dois países terão que fazer mudanças legais para se adaptar à definição judicial. "Seria uma boa oportunidade, uma vez por todas, de enterrar o passado e de se assinar um tratado do século 21, que enfrente temas comuns, já que as relações econômicas bilaterais são muito boas", afirmou.

Os dois países têm forte relação comercial e fazem parte da Aliança do Pacifico, que inclui também México e Colômbia. Estima-se que o Chile seja o principal investidor estrangeiro direto no território peruano.

Na visão do professor de ciências politicas da Universidade de Valparaíso (Chile), Guillermo Holzmann, ao definir o limite de 80 milhas em linha reta a área terrestre, o tribunal de Haia "preservou" a pesca artesanal, tradicional, nesta região chilena.

Holzmann entendeu também que houve uma "perda" territorial para o Chile, mas concorda que o país "perdeu menos que o esperado" e o Peru também "ganhou menos que o esperado".

Segundo ele, "não chega a ser uma decisão salomônica, mas minimiza e muito os custos políticos no Chile e no Peru".

"O maior desafio agora será a implementação dessa decisão", disse. Para Holzmann, o tribunal não definiu mecanismos para tal - e por isso mesmo, de maneira bilateral, peruanos e chilenos têm uma "oportunidade" para se começar uma "convergência" também em outras áreas, como a energética.

Nota nº 24

29/01/2014 -

O Brasil foi eleito nesta quarta-feira, 29 de janeiro, por aclamação, para a presidência da Comissão de Construção da Paz (CCP) das Nações Unidas em 2014. Além da presidência, o Brasil dirige os trabalhos da Comissão relativos à Guiné-Bissau.

Criada em 2005, e inspirada em alguns dos princípios promovidos pelo Brasil ainda no final da década de noventa, a Comissão de Construção da Paz tem como principal objetivo auxiliar os países recém-egressos de conflitos armados a consolidarem a segurança, bem como alcançarem estabilidade política e desenvolvimento sustentável com inclusão social. Além da Guiné-Bissau, estão na agenda da Comissão: Burundi, República da Guiné, Libéria, República Centro-Africana e Serra Leoa.

Durante seu mandato em 2014, o Brasil deverá promover maior participação de países em desenvolvimento, organizações regionais e sub-regionais africanas e da sociedade civil nas atividades da Comissão, bem como manter engajamento produtivo com o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Buscará promover ainda reflexão sobre a interdependência entre segurança e desenvolvimento nas atividades de construção da paz e sobre a importância da apropriação nacional e da capacitação de quadros locais para o êxito das políticas de ajuda a países egressos de conflito.

domingo, 12 de janeiro de 2014

The Mixed Legacy of an Israeli Unilateralist

By Hussein IbishFrom: Foreign AffairsAcesso em 12/01/2014

For most Arabs, no Israeli in history is more synonymous with violence and Israeli expansionism than Ariel Sharon. His name quickly conjures the worst massacres, deepest pro-settlement fanaticism, and most extreme nationalistic provocations in the Palestinian bill of particulars against Israel. Less readily appreciated by most Arabs is the complexity of Sharon's legacy and the important lessons, both positive and negative, his final policies suggest for peace.

For most of his life, Sharon was the epitome of what has been called "gun Zionism": the notion that Jewish Israelis have a kill-or-be-killed relationship with the Arabs, and above all the Palestinians, surrounding them. He spent most of his professional life armed, first as a teenager in the Jewish underground under the British mandate in 1942, and then as a Haganah fighter in the so-called "Battle for Jerusalem" in the fall of 1948. Sharon quickly earned a reputation as a maverick best suited for missions that required ruthlessness -- before long, he was placed in charge of Israel's early "special operations" Unit 101.

This group eventually specialized in tit-for-tat raids with Palestinian guerrilla groups, which often resulted in civilian deaths on both sides. The most notorious of these was the Qibya massacre in 1953 when troops under Sharon's command attacked a West Bank village and killed 69 Palestinians, two thirds of whom were women and children. Sharon later wrote that he had believed that the civilians had already fled the village when their homes were destroyed, although contemporaneous documents cast doubt on that account. Sharon told his troops the purpose of the attack was "maximal killing and damage to property," and reports from both the Israeli military and UN observers are consistent with a deliberate effort to kill civilians as opposed to Sharon's version.

In Israel's conventional wars with Arab armies, Sharon was generally regarded as an effective, but unpredictable and undisciplined, commander. But the Israeli public was quick to lionize his performance in the 1973 war, during which he was credited with creative maneuvers that defeated Egypt's Second and Third Armies on the crucial southern front. National fame led to a political career, and in 1981, Sharon became Israeli Minister of Defense.

That made Sharon Israel's de facto commander-in-chief during the country's invasion of Lebanon. In September 1982, Sharon's forces facilitated and, in effect, permitted a large massacre of Palestinian civilians by Lebanese Christian militias at the Sabra and Shatila refugee camps under Israeli control. Although Lebanese carried out the actual killings, the Israeli government in general, and Sharon in particular, are almost universally considered by to be responsible. As Israel's defense minister at the time, the troops controlling the camps were under his direct command. Israel's own Kahan Commission of official inquiry into the massacre held the Israeli military "indirectly responsible" for the massacre and found that Sharon "bears personal responsibility" for not anticipating the entirely predictable killing or taking any measures to stop it. The Commission recommended his removal from office. 

The bodies piled up in Sabra and Shatila irrevocably defined Sharon's reputation for Arabs and many others. For almost two decades, his political career languished on the margins. But, as memories faded, he clawed his way back into favor, cultivating a growing constituency on the ultra-nationalist right during the first premiership of Benjamin Netanyahu. Succeeding Netanyahu as head of the Likud party, Sharon proved that he had maintained his talent for provocation. In September 2000, Sharon, accompanied by large numbers of police officers and some Israeli extremists, marched through the Haram Al-Sharif complex, also known as the Temple Mount, and declared that the holy Muslim sites there would remain under permanent Israeli control.

In most Palestinian and Arab narratives, this is considered the beginning of the second intifada. Standard Israeli narratives, by contrast, hold that Palestinian President Yasser Arafat launched it through deliberate Palestinian violence after the failure of the Camp David summit in the previous summer. Both versions are contradicted by the definitive Mitchell Commission Report, which cites instead Israeli border police use of live fire against Palestinians at same holy site a few days after Sharon’s visit. But if Sharon was trying to provoke an incident, as the Mitchell Report strongly implies, he certainly succeeded.

The subsequent explosion of the Second Intifada propelled Sharon, at long last, into the premiership, in February 2001. His attitude towards the conflict was tough by Israeli standards (and even by Sharon's own standards) and ensured that many more Palestinian civilians perished than Israelis. Yet as he was confronting, perhaps for the first time in his career, a conflict that clearly had no military solution, he endorsed, with some reservations, the U.S.-led Roadmap for Peace in 2003. And, in 2004, Sharon explicitly acknowledged the need for a Palestinian state. He even started referring forthrightly to the Israeli "occupation" of Palestinian lands, something most Israeli right-wingers rarely admit.

Sharon was shifting. But why? In general, Israeli leaders who have gone from being pro-occupation to supportive of Palestinian statehood have been impelled by the same factor: demographics. Sharon was no more able to answer what Israel was to do with 4.5 million occupied Palestinians -- men and women whom it could neither incorporate nor peacefully dominate -- than his predecessors. The only viable conflict-ending solution was a Palestinian state.

Sharon was not the Israeli leader who would make a final peace agreement with the Palestinians. But he did take a major step, the implications of which Palestinians and Israelis alike cannot underestimate: he evacuated settlements in both Gaza and the northern West Bank. Sharon did not do this in the interests of peace. He did it as an Israeli national imperative, and a way to resolve a strategic liability. Sharon's action is sometimes erroneously described as a "withdrawal" from Gaza, but Sharon more accurately termed it a "unilateral redeployment." In other words, Sharon's shift was not one towards an agreement with the Palestinians, but rather towards increased Israeli unilateralism. His action was entirely pursuant to Israeli interests and conducted without any agreement on the Palestinian side.

In his unexpected action, Sharon faced and overcame substantial resistance from the settlement movement in Israel. By explaining why the evacuation was a strategic and military necessity, he ultimately mobilized the support of a large Israeli majority. Indeed, the experience led him to leave the Likud and form a new center-right party, Kadima, shortly before the stroke that incapacitated him. Several Israeli journalists have suggested that Sharon was anticipating repeating a larger withdrawal in the West Bank should he become Kadima’s first prime minister.

There are two crucial lessons to be drawn from Sharon's last major action and final legacy, one positive, the other negative. On the positive side, Sharon demonstrated that settlements can, in fact, be evacuated. Because of his actions, it is no longer even possible to ask whether the Israeli government is capable of dismantling settlements. The questions are simply when and where they will choose to do so. And that means that none of the existing settlements and other demographic, infrastructural, topographic, or administrative changes Israel enforces in the occupied territories should be regarded as irreversible. The implications of this for the prospects of a two-state solution are profound.

On the negative side, Sharon yet again demonstrated that unilateralism between Israel and the Palestinians is a dead-end that only produces more conflict. Unilateral acts do not leave a party on the other side that has entered into a mutual agreement for its own reasons and therefore has a stake in making things work. It would have been wiser for Palestinians to have responded to the Gaza redeployment differently -- in the event, they allowed Gaza to fall into the hands of Hamas rather than reflecting a well-functioning and properly-governed society. But Israel did not give them any clear incentive to see the action as an opportunity for progress. Exactly the same can be said of Israel's withdrawal from Lebanon in 2000, which was as unilateral as its various invasions of that country had been.

Israelis should consider this when they complain that their “withdrawals” from Lebanon and Gaza were "rewarded" with rocketfire from Hezbollah and Hamas. To conclude that Arabs are recalcitrant or that agreements with them are impossible is to badly misread the reality of such policies. What unilateralism produces is a change in the context of conflict, not an end to it. The same would almost certainly apply to any Israeli unilateral action, as reportedly contemplated by Sharon, in the West Bank.

One need only contrast the track record of unilateralism with that of mutual agreements between Israel and its Arab neighbors. The peace treaty with Jordan is rock solid, and that with Egypt has survived the transitions from Anwar Sadat to Hosni Mubarak to military rule to Mohamed Morsi and now the new, interim Egyptian government, entirely unscathed. Even the armistice with Syria has been largely satisfactory from the Israeli point of view. 

The real legacy of Israel's most famous and notorious practitioner of "gun Zionism" was to simultaneously demonstrate that the government of the State of Israel is, despite all its doubts, capable of overriding the settler movement in the greater national interest, but also that if it does so unilaterally, it will be a dead-end. Whether Sharon himself would have come to see this by now, or would have clung to a vision of unilateralism -- as so many on the Israeli right are increasingly coming to embrace -- we cannot know. But, even if he never got the chance to draw the right conclusions from the unsatisfactory consequences of his final policies, the rest of us can, and must, act on their implications.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Olá!
Quem vem ao blog deve ter notado que ele anda um tanto parado. Mas não estou sumida, e estou tentando atualizar ao menos uma vez na semana. É que - os que já leram os posts mais antigos devem saber - eu faço faculdade e fui mal em uma matéria pré-requisito, então tive que me dedicar (o certo seria "estou tendo que" rsrs). Mas espero que isso passe logo e eu possa retomar os projetos também :).

minha pilha de livros por ler está por aí :/
Aconselho que acompanhem o SOBREDIPLOMACIA que está ótimo e voltou com todo o gás (e comentem também, interagir é importante para quem faz blog :D) e o UM POUCO DE TUDO , que está sempre atualizado com ótimos textos. Além dos outros diversos linkados no menu a esquerda do blog (e tem mais alguns que quero trazer aqui).

Uma dica que deixo é que leiam o site da BBC Brasil. Geralmente tem matérias boas, curiosidades e muito de política externa, com textos curtos e bem imparciais - para mim ainda é um dos melhores jornalismos. E o site é bem 'clean', não atualiza a cada minuto como muitos do Brasil. Para mim é um site para me manter atualizada, já que ler The Economist, El País e todos os outros todos os dias inteiramente é impossível! Acabo usando para aprender o idioma. Tem a BBC inglês, que é bom para aprender inglês, mas a Brasileira tem mais matérias relacionadas ao nosso país (e acho que interessam mais a prova), além de entrevistas, e do enfoque dado.

Viram que saiu a prévia das notas da 3a fase? E a prova de português também está disponível no site do CESPE (IRBR), Quem puder, da uma olhada. As notas foram altas! Mas o surpreendente foi inglês, a média caiu muito! A prova está cada vez mais inusitada, então, aconselho a direcionar um pouco do lazer a leitura e a assistir coisas em inglês, porque o vocabulário vai muito além de economia e RI! Esse ano, pelo que falaram, o texto citava o nome de alguns animais, algo que raramente alguém saberá lendo a The Economist; por isso é importante variar as leituras.

Deixo um texto da BBC sobre a Rodada Doha, que nunca acaba (será que vamos participar dessa, ainda? :P). É uma reportagem com comentários de Roberto Azevedo, Chefe da OMC (do dia 27/11). Tem outros textos sobre a Rodada bem interessantes. Não vou fazer um resumo sobre o assunto, mas espero retomar essa dinâmica em breve. Falaram que caiu ZOPACAS na terceira fase e tem um texto que aborda um pouco desse assunto no blog :D! Acho que esses resumos podem ajudar hehe...

Creio que é pertinente ver os textos sobre a projeção de crescimento econômico do Brasil, bem como de dados sobre a educação e corrupção, que já estão saindo, e podem ajudar eventualmente na prova. Gosto da BBC porque é uma maneira rápida, prática, funcional para se manter bem informado.

Abraços a todos e bons estudos. Fighting!!!
-----
Brasileiro chefe da OMC alerta para fracasso em acordo para comércio mundial

Atualizado em 27 de novembro, 2013 

O chefe da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevedo, alertou que as negociações para um acordo comercial global correm um sério risco de fracassar mais uma vez.
Os comentários foram feitos após a falta de avanço no encontro em Genebra nos últimos dias que reuniu representantes dos 159 países membros para tentar fechar um texto preliminar que seria apresentado a ministros do comércio no próximo mês — em uma reunião que deveria marcar a retomada da Rodada Doha.
A Rodada Doha, iniciada em 2001 como uma tentativa de reduzir ou eliminar barreiras comerciais no mundo, poderia, segundo a Câmara de Comércio Internacional, adicionar cerca de US$ 1 trilhão à economia mundial e gerar 21 milhões de empregos.
Azevedo, que assumiu a OMC com o compromisso de destravar as negociações em torno de um acordo mundial de comércio, disse que estas estão ameaçadas pela relutância de países-membros em "tomar decisões políticas difíceis".



'Consequências graves'
Entre os temas discutidos em Genebra estavam novas regras que simplificam procedimentos aduaneiros e aceleram transações comerciais, subsídios a agricultura e a sustentabilidade de programas de segurança alimentar.
Os ministros do comércio dos países membros devem se reunir em Bali, Indonésia, no início do próximo mês.
Azevedo disse que não será possível manter qualquer negociação sobre o texto de um acordo global e que a ausência do mesmo significará que um acordo não deve ser alcançado no encontro em Bali.
No entanto, ele alertou que uma "falha em Bali terá consequências graves para o sistema de comércio multilateral".
"Não só a OMC e o multilateralismo vão decepcionar. Também vamos decepcionar eleitores em geral, a comunidade empresarial e, sobretudo, os mais vulneráveis entre nós.
"Vamos decepcionar os pobres em todo o mundo. Nem um único ser humano que vive na pobreza estará melhor se falharmos em Bali", acrescentou .

Mais reportagens da BBC:                                                                                                                       
Reunião em Bali é decisiva sobre futuro da OMC e Rodada Doha                                                           
Após 14 anos de fracassos, acordo Mercosul-UE ganha novos impulsos                                                
Quando o Brasil vai voltar a crescer com vigor?                                                                                     
Brasil melhora mas ainda é um dos últimos em ranking de educação                                                      

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