segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

2014 foi um INFERNO, um ano muito, muito ruim :( ... em todos os termos. 2013 foi ruim também, mas menos pior. Da forma mais positiva, o que podemos tirar de bom é que, ao menos, aprendemos algo. Mas, até quando vamos aprender, aprender, e não conseguir nada?
E com todas as dificuldades, vem as prioridades e a falta de motivação. Um projeto de vida de tanto tempo, e um "acaso" que insiste em dizer "isso não é para você, desista". Às vezes eu me sinto como alguém que sonha em ser artista e sem qualquer talento. Apesar de que, hoje em dia, diz-se que qualquer um pode ser artista, não? Mas eu não quero ser artista, e, por enquanto, até onde eu saiba, "talento" não é exigência.

Uma amiga me disse que a gente estuda até ter maturidade suficiente para passar em um concurso. Essa amiga é outra que tem passado por poucas e péssimas na vida, e a vida também parece querer que ela desista. Qual é o tanto que temos que aprender? Será que os outros realmente aprenderam mais que nós, e nós vamos remar contra a maré por tanto tempo? 

O problema é que isso cansa, e não sabemos até quando vamos aguentar. Cansa não ter dinheiro, não ter perspectiva, não ter mais futuro. E ter que desistir daquilo que sempre lutamos. A sensação de "explorar" os outros e não retribuir com nada. E o esforço que nunca tem resultado. E também ver que os outros, ao nosso redor, não conseguem nada do que querem, enquanto alguns, sei lá por que (seja isso inveja ou não) parecem conseguir de forma tão fácil.

É difícil todos os dias erguer a cabeça, se reconstruir e tentar um novo começo. É difícil quando temos que mudar o nosso futuro para "só amanhã, porque não posso me dar ao luxo de imaginar um depois". E planejar e ter todas as coisas frustradas.

Por enquanto, estou buscando motivação, porque, francamente, não tenho NENHUMA. Às vezes penso que essa carreira foi uma ilusão, por tanto tempo, e que tenho que desistir, que não é para mim. Mas então, refletindo, concluo que não posso ter me iludido por algo que é, de certa maneira, factível, por tanto tempo... e então, penso em como posso recomeçar.

2014 acabou - final e felizmente - e 2015 está aí. Vamos ver o que o ano nos reserva. Que sejam coisas boas. Se há deuses ou entidades, eles estão de mal comigo há um bom tempo, porque não me dão nada, só tiram. Ainda tenho medo do que eu possa perder, e nenhuma ideia se ainda há algo a ganhar.

Desculpem aos que forem ler isso o desabafo. Mas saibam que não estão sozinhos. Espero que, no futuro, como dizem, possamos rir disso, juntos, no Itamaraty!



Fighting!?

domingo, 10 de agosto de 2014

Olá a todos!
Faz tempo que não posto aqui!


Finalmente, acho que retornarei! Este post é para explicar um pouco do que aconteceu comigo. Precisei dar uma pausa para por a cabeça no lugar. E, sim, foi bastante tempo. Quem acompanhou o blog, sabe que o Rio Branco é meu sonho, e algo pelo qual venho com certa dedicação há um tempo. Isso implicou em minha mudança (sozinha, e sem conhecer uma alma) para Brasília, logo após formada, e a engrenar nos estudos e MUITAS aulas no Clio. Eu também transferi a minha faculdade para a UNB, e quero terminá-la...

Ano passado foi o começo disso tudo. Longe da família, das paisagens e climas conhecidos, do sotaque... não foi tão ruim; Brasília é uma boa cidade para morar. Muito boa, bonita, aconchegante. Acho que encontrei um lugar que gosto. O problema maior foi que, desde o Ensino Médio, venho estudando MUITO, primeiro, para ingressar na Federal, e, posteriormente, para ter um bom currículo. Ao contrário da maioria, minha faculdade foi a pior fase da minha vida. Não gostava dos meus colegas, meu curso era muito ruim, e eu não via retorno no que fiz. Para 'fugir' disso, fazia muitas coisas.

Do E.M. para cá, foram cerca de 7 anos dormindo muito pouco (4 ou 3h/dia), com sobrecarga de atividades e de estresse. Há cerca de cinco anos não tenho férias. Nem sei mais o que é descansar e ir a uma praia...  e o final da faculdade, o período que eu achei que a minha "felicidade" viria, foi decepcionante. Tive problemas na adaptação do currículo na UNB, e não consegui render o que queria. Além disso, mudar para tão distante é saber o que as pessoas tem a oferecer, e,  para mim, foi uma imensa decepção com tudo que havia "construído por anos", principalmente com a família. Fora isso, a situação familiar não é tão boa.

Então, imaginem. Eu resolvi engrenar forte nos estudos a partir de novembro/dezembro, trocando os dias pelas noites, tomando muito café, não tive final de ano, nada. Isso depois de um semestre de cálculo 1 com a obrigação de passar! Achei que isso traria alguma coisa, a velha máxima de "o esforço resultará em algo". E tive um PÉSSIMO desempenho no CACD, pior do que quando eu não estudava. Sem contar que, na semana de provas, eu mudei de ap. para outra área da cidade (e, neste ano, outra mudança: não moro mais sozinha). Isso cansa, essa inconstância da vida e a dedicação sem resultados.

Bom, eu pirei, literalmente!Tive fortíssimas crises de ansiedade, TOC e o escambau. E passei por isso sozinha... agora faço tratamento, psiquiátrico e psicológico, e o bendito remédio (não sei o que seria sem ele, no momento) me rendeu uns 3 meses de efeitos colaterais fortes e bem ruins :(. Fora isso, eu perdi uns 7 kg em meio ano.

Esse post não é para falar somente de mim, mas também para mostrar um lado dos estudos que eu nunca vi ninguém contar. Evitei ao máximo falar sobre isso, aqui, decidi fazê-lo, pois acho que pode vir ajudar. Felizmente, em algumas conversas na internet (recentes), pessoas me alertaram para dar uma parada, pois isso pode piorar, e forçar a anos para recuperação. Tudo o que eu acumulei de falta de sono, cafeína e estresse nesses 7 ou 8 últimos anos provavelmente danificaram meu cérebro. Isso provoca problemas nas conexões, alteração do ritmo biológico e funcionamento de genes e dos neurônios. Resulta em doenças muito chatas e fortes. Para melhorar, é preciso reacostumar o organismo (por isso a psicoterapia), e ter outro ritmo de vida. Além dos remédios. Mas isso não ocorre de um dia para o outro. Ainda tenho síndromes de pânico, de ansiedade, de depressão... só que, atualmente, sei lidar com isso.

Eu me permiti essa pausa, e diminuir o ritmo, dormir mais, até me sentir apta a retomar. E não quero estudar 12h por dia (por deus, quem faz isso? Se nem é permitido trabalhar isso tudo!). Eu quero ser uma pessoa comum, capaz de dormir, de ver televisão, e de estudar o que conseguir. De sair sem sentir culpa, tirar umas férias e uns feriados, podendo ler uns capítulos, mas sem correr contra o tempo. Não quero acreditar nos mágicos que não comem e não dormem para passar no concurso, e que não querem ter vida social. Quero poder desempenhar algo que eu goste, também, e curtir quando meus pais me visitam. Sinceramente, admiro mais quem consegue assim, com equilíbrio, do que quem dá uma de "super-herói". Nem sei se isso é verdade. Porém, aos que querem ingressar nessa vida, saibam das verdades que ninguém conta. Não façam disso a vida de vocês, como eu fiz - e não tive qualquer retorno - mas façam disso parte dela. E não tem por que não dar certo. Muitas pessoas passam "quando menos esperam".

Nesse tempo, assisti mais a televisão, e, algo que eu gosto muito é de ver clipes. Tem uma música do Eminem (eu adoro ele!) que fala um pouco sobre isso. Li que ele era viciados em remédios psiquiátricos. Pelo que entendi, na música ele fala sobre isso, sobre o fato de haver essa pressão do "agarre o momento", "faça o máximo", e como isso o deixou doente e transtornado. A vida não é assim, ela dá oportunidades, muitas, e, muitas vezes, quando não ocorre exatamente o que queremos, vem muitas coisas boas. Um exemplo pessoal, eu fui proibida de cursar Relações Internacionais, mas, ao ter que achar alternativas, pude conhecer pessoas incríveis, estagiar, cursar economia, e ter amigos para a vida toda. Se tivesse conseguido o curso, sei que a turma não era boa, e a graduação também não. Teria perdido tudo o que ganhei. É claro que isso não significa que eu não devo fazer o que quero, mas que um pouco de paciência e aceitação das circunstâncias é positivo!

Gostaria, por fim, pedir desculpas pela minha ausência, principalmente ao Danilo (do blog Diplomacia: uma perspectiva...) e ao Leonardo (do Sobrediplomacia). Fizemos um grupo de estudos, e eu sinto que abandonei ele.  Pude perceber como vocês são o máximo, queria muito que fôssemos colegas :D! Não queria decepcionar vocês, mas, como a maioria não estava rendendo, também não me senti culpada. Então, me permiti parar. Mas estou à disposição para tentarmos outra vez :)!

Abaixo, deixo a música do Eminem e uma do Natiruts (de Brasília) para descansar e equilibrar a vida. Não é a toa que as religiões nos ensinam isso. E acho que somos burros ao tentarmos cada vez mais sermos máquinas e cada vez menos animais e naturais. Todo bicho gosta de uma vida tranquila, descanso, paz. Isso faz parte da nossa natureza, não temos por que eliminar isso.

Para finalizar de vez o post, parabéns aos novos diplomatas! Tem gente ali que me encheu de orgulho, me ensinou muito, mesmo que com a observação. Obrigada por me permitirem um pouco dessa alegria :D!


Abraços e fighting!

sábado, 5 de abril de 2014

Quero desejar a todos os CACDistas uma boa prova, amanhã! Que tenham paciência, força e sabedoria, e que nossos HDs funcionem ao máximo :P!
 
Saibam que esquecimentos, dúvidas, medos e ansiedades fazem parte da vida da maioria das pessoas nesses momentos, mesmo que muitos neguem ou escondam...vcs não estão sós!
 
Que façamos o nosso melhor!!! E que segunda feira comece com todo o gás!
Quem achar que terá que tentar novamente em 2015, pode deixar comentário ou mandar email para participar do grupo de estudos punk que estamos organizando. Queremos começar logo!
Abraços,e deixo essa música, que me alegra muito :)!

 
Wake up kids
We've got the dreamers disease
Age 14 we got you down on your knees
So polite, you're busy still saying please

Frienemies, who when you're down
ain't your friend
Every night we smash their Mercedes-Benz
First we run; and then we laugh till we cry

But when the night is falling
and you cannot find the light
If you feel your dream is dying
Hold tight

You've got the music in you
Don't let go
You've got the music in you
One dance left
This world is gonna pull through
Don't give up

You've got a reason to live
 Can't forget
we only get what we give
Four a.m. we ran a miracle mile
we're flat broke
but hey we do it in style
The bad rich
God's flying in for your trial

But when the night is falling
and you cannot find a friend
You feel your tree is breaking
Just then

You've got the music in you
Don't let go
You've got the music in you
One dance left
This world is gonna pull through
Don't give up
You've got a reason to live
Can't forget
we only get what we give

This whole damn world can fall apart
You'll be ok, follow your heart
You're in harms way I'm right behind
Now say you're mine

You've got the music in you
Don't let go
You've got the music in you
One dance left
This world is gonna pull through
Don't give up
You've got a reason to live
Can't forget
we only get what we give
Don't let go
We feel the music in you

Fly high
What's real can't die
You only get what you give
You only get what you give
Don't give up
Just don't be afraid to live
 

Abraços,e fighting!

domingo, 30 de março de 2014

Olá a todos! Desculpem-me o afastamento, que se justifica pela falta de tempo nesse último mês. Além do TPS, questões pessoais tem exigido muita concentração de mim. Saibam que não estão sós sofrendo com a ansiedade, angústias, medo, desânimo e cansaço pré-TPS, mas precisamos nos reerguer :).
 
O blog não parou; continuo a responder e-mails e comentários, portanto, sintam-se a vontade para interagir :)! Também estou tentando me reorganizar para esse ano (esse devir eterno), e espero atuar melhor aqui.
 
O Leonardo, do Sobrediplomacia e eu estamos tentando organizar um grupo de estudos "punk" para quem realmente quer passar em 2015; se alguém tiver interesse, envie um e-mail ou deixe um comentário. Divulgaremos maiores informações após o TPS.
 
Deixo uma reportagem que vi no Yahoo para nos motivar nessa difícil caminhada. É para lembrar o que fez com que muitos sonhassem e lutassem pela diplomacia. Se não for por nós, que seja por eles, mas isso tudo valerá a pena.
 
Abraços e fighting!
 
Mais de 10 mil crianças já perderam suas vidas desde que o confronto entre forças do governo e rebeldes começaram na Síria. No total são 4,2 milhões de meninos e meninas afetados pela violência e falta de serviços básicos.

Além disso, perdem familiares, suas casas e seus amigos em uma situação que tem deixado a Unicef em estado de alerta. Por conta disso, a instituição colocou no ar uma campanha que pretende recolher 1,2 milhão de assinaturas para acabar com a guerra na Síria.
 
Em outra imagem impressionante, três meninas fazem suas lições no meio da rua porque fazia menos frio do que dentro das salas de aula. Junto delas, um homem que participa da guerra está apoiado em seu fuzil. Uma das maiores preocupações da Unicef é a perda da infância para essas crianças (Foto: Niclas Hammarström)
Dania é uma dos rostos que imortalizaram a figura infantil em meio à guerra na Síria. Ferida, ela tem apenas 11 anos e foi atingida enquanto brincava na rua com seus irmãos, testemunhas do tiroteio aos 6 e 2 anos. Ela conseguiu sobreviver, se recuperar e viu o hospital no qual se curou ser bombardeado meses depois de sua saída. Sua foto foi eleita a melhor de 2013 pela Unicef (Foto: Niclas Hammarström)
Com a referência da guerra em suas cabeças, as crianças a transformam em diversão. Essa imagem retrata um garoto que brinca com um pedaço de madeira em forma de metralhadora (Foto: Niclas Hammarström)
Brincadeira é coisa rara para as crianças da Síria. Bonecas, bola e outros brinquedos acabam sendo destruídos e ficam em meio aos escombros. Além disso, as crianças não têm acesso aos serviços básicos de saúde e educação e são testemunhas de violência constante e exarcerbada (Foto: Niclas Hammarström)
 
Alladín é criança, mas tem o olho de adulto e as mãos negras de tanto trabalhar. No momento desta fotografia, trabalhava recolhendo capsulas de balas. Uma profussão um tanto quanto perigosa, já que a realiza nas redondezas de tiroteios e bombardeios. É a forma que ele tem de ajudar sua família a ganhar pouco dinheiro (Foto: Niclas Hammarström).
 
Outra grande preocupação da Unicef são as crianças enquanto refugiadas. A ausência da figura de um lar, de uma referência desse tipo é preocupante para seus desenvolvimentos. Essa imagem retrata uma família deixando uma cidade fantasma, destruída após bombardeio (Foto: Niclas Hammarström).

 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Esses dias estava na consulta habitual ao site do Itamaraty quando me deparei com um recurso "mágico" e desconhecido (para mim, ao menos). É um pequeno mapa do Google que mostra os locais em que o Ministro Luiz Figueiredo esteve desde que assumiu a pasta, com um pequeno resumo do que foi feito em cada um.
É um ótimo recurso para revisão de PI, tendo em vista que (para mim, ao menos) é difícil gravar todos os eventos e todas as visitas oficiais que ocorreram. Fico triste de não ter o referente às visitas do Patriota, mas creio que, para essa prova, talvez não será referência (no sentido de acontecimentos recentes).
Também indico que leiam a agenda que o Itamaraty divulga, com os eventos internacionais que o Brasil participará (aquela em que tem as datas e o que será feito). Não acho que cairá a de março, por exemplo (mas não sei com que antecedência é feita a prova...). Ano passado caiu uma questão de que a Presidenta esteve no Japão, e isso era incorreto; agora com "Certo e Errado" pode ser um ponto a mais!

Onde fica, no site

https://mapsengine.google.com/map/edit?mid=zg1LHFRnxEHM.kqR-mEGE9vlg
A página

 

Abraços, bons estudos e fighting!
Não se apavorem, está todo mundo meio maluco nessa reta final, mas temos que tentar manter a calma e a sanidade :). De nada adianta fazer uma "maratona mortal" de estudos e desmaiar no dia da prova, então, mantenham a calma e respeitem seus limites :).
 

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